Dias corridos

1013 Words
Acordo e vou direto para o banheiro, faço minha higiene pessoal, tomo um banho rápido e saio do bao, visto minha roupa e vou para meu quarto e fico deitada na cama, escuto um barulho estranho de algo caindo no chão, lembro de minha mãe e saio correndo para ver o que está acontecendo. A porta do banheiro está aberta, vejo minha mãe caída no box, corre e a ajudo a levantar. Faço o máximo de força possível, a levo para seu quarto novamente. — Mãe pelo amor de Deus, quando a senhora quiser fazer alguma coisa me chama por favor. A partir de hoje irei dormir em seu quarto, não posso te deixar aqui sozinha.- fala decidida Mamãe não fala nada apenas deita e fica encolhida na cama, escuto alguém bater no portão saio do quarto e vou olhar, abro e vejo minha amiga Bruna. Que me abraça forte e diz que posso contar com ela para o que eu precisar, Bruna tira um envelope de sua bolsa e me entrega. — Diana eu não quero que você fale nada ok?, eu estou sabendo que você e sua mãe estão precisando de dinheiro, que amiga eu seria, sabendo que está precisando e não ajudar. Amiga, o que você ou sua mãe precisar você me avise, não é pra ter vergonha ok?- fala sorrindo. — Eu nem sei o que dizer Bruna, você é uma ótima amiga.- falo e a abraço novamente. Conto para minha amiga tudo que está acontecendo e acabo chorando, ficamos conversando por algumas horas, digo que quando puder trabalhar novamente irei pagar o que a mesma me emprestou, Bruna me repreende e diz que o que me deu é de coração e não aceita devolução. Dou um sorriso e conversamos por mais alguns minutos. Bruna precisa trabalhar a mesma diz que irá em uma loja comprar roupas e lingeries, pois o cliente que a mesma irá atender hoje é bem exigente. Minha amiga me conta que a mesma é acompanhante de luxo, alguns programas são apenas de acompanhamento mesmo apenas para a pessoa não parecer carente e solitária, mas outros a mesma precisa f********o e ser submissa a tudo que o homem que está pagando quer, Bruna conta que já saiu com mulheres também e que a procura é alta mas a mesma prefere o público masculino, fico interdita com tudo que a mesma me diz .Me disperso de minha amiga e entro indo direto para a cozinha preparar o almoço de minha mãe. Com o almoço pronto, coloco o prato com a sopa encima de uma bandeja e levo para o quarto dela, mamãe não está conseguindo comer direito, mastigar melhor dizendo então fiz uma sopa de legumes e deixei eles bem molinhos e faces de ser engolidos. Levo a bandeja até seu quarto e a ajudo a se sentar, percebo que minha mãe não está conseguindo levantar os braços direitos, isso me deixa tensa. Pego a colher e começo a dar a comida em sua boca, bem de vagar e em poucas quantidades. Termino, pego as coisas e levo para a cozinha, lavo as louças e deixo tudo arrumado, nessa correria nem consegui ver o que tem no envelope que Bruna me deu, o pego e abro. Para minha surpresa tem cinco mil reais, quase caio para traz com a quantia. Assim que as coisas melhorarem preciso pagar a minha amiga. Volto para o quarto de minha mãe e fico a observando, seus olhos estão caídos e tristes, como é r**m a ver assim. Ela não merece tudo que está passando é uma pessoa boa que sempre que pode ajuda o seu próximo sem cobrar nada. A mesma percebe que a estou observando e dar um sorriso. — Diana eu não sei até quando irei aguentar essa situação, minha maior preocupação é deixar você desamparada minha menina.- fala me olhando. — A senhora irá ficar boa, eu não vou ficar sozinha.- falo com os olhos cheios de lágrimas.- droga eu não posso chorar aqui irei partir o coração da minha mãe, penso. O que eu puder fazer para aliviar a dor e o sofrimento de minha rainha eu irei fazer, mas está ficando cada vez mais difícil a ver assim. Essa semana mamãe tem consulta e o pior disso tudo é que a mesma não está conseguindo andar direito, como irei fazer para a levar para fazer seu tratamento? bom, ainda não sei ainda. Pego meu celular e ligo para Flávio e pergunto se o mesmo poderá ir comigo na consulta para me ajudar a carregar minha mãe. Infelizmente não poderá ir pois irá encontrar alguns empresários muito importante para sua carreira, compreendo e tento arrumar outra pessoa mas quem, na hora lembro de Bruna. Minha amiga deve ter algum amigo que posso né ajudar nessa situação, ligo para a mesma. Conto tudo que está acontecendo e na mesma hora diz que poderá me ajudar sim. — Amiga fica tranquila, irei pedir esse favor ao meu amigo Rafael, ele irá levar vocês duas sem problema nenhum, e não precisa se preocupar com a gasolina eu vou pagar.- Bruna fala calmamente. — Que isso Bruna, você já está me ajudando de mais. Eu tiro o dinheiro da gasolina da quantia que você me deu.- falo apreensiva. — Não Diana, aquele dinheiro é para os remédios de sua mãe, para ajudar nas contas e na alimentação de vocês. Não se preocupe eu tenho dinheiro amiga, e não se fala mais nisso. Rafael irá com vocês. Agradeço Bruna e desligo a ligação, menos um peso em minha cabeça, agora mamãe poderá ir para sua consulta. Entro no quarto e vejo minha mãe dormindo, os remédios que a mesma está tomando quase não a deixa acordada. E quando a mesma está acordada está sentindo dor, então prefiro que a mesma durma em paz. Começo a arrumar a casa, limpo tudo e deixo organizado. Quando termino aproveito para ligar para Flávio, saber como está as coisas, mais ele não atende, guardo meu celular e fico deitada no sofá vendo televisão.
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