Os dias se passaram e Guilherme continuou sua rotina de treinos e sessões de terapia, mas a tensão nas ruas do morro parecia crescer a cada dia. A presença de Rafael e dos outros do tráfico se tornava mais opressora, e Guilherme sabia que sua decisão de se afastar da vida que conhecia não seria bem recebida por todos. Uma tarde, enquanto treinava com seu novo time, Guilherme sentiu o olhar de Rafael o seguindo à distância. Era uma sensação estranha, como se um predador estivesse observando sua presa. Mesmo com a adrenalina da prática, a tensão em seu peito não desaparecia. Ao final do treino, ele se aproximou dos outros jogadores. “Ei, alguém viu o Rafael por aí?” Guilherme perguntou, tentando disfarçar a preocupação. “Ele estava por aqui mais cedo, mas saiu. O que você tem com esse car

