O silêncio se instalou na sala, pesado como um manto, enquanto Guilherme olhava para o chão, imerso em seus pensamentos. A pressão de todos os olhares sobre ele parecia se transformar em um calor insuportável, e Letícia podia sentir a tensão no ar. Mas ela também sentia uma centelha de esperança, a ideia de que talvez, finalmente, ele estivesse aberto a ouvir. “Gui,” Letícia começou, sua voz suave e encorajadora. “Você não precisa fazer isso sozinho. Estamos aqui porque nos preocupamos com você. Cada um de nós já passou por dificuldades, mas a diferença é que nós conseguimos nos apoiar uns aos outros. E é isso que queremos fazer com você.” Ele levantou o olhar, encontrando os olhos dela. Letícia percebeu a dor ali, o conflito que ele enfrentava. “E se eu não conseguir?” ele perguntou, a

