Seus olhos me olham como se eu fosse um anjo, e eu imediatamente gosto disso. Gabriela reflete e respeito seu espaço para processar a informação, não posso deixar de notar o quanto é ingênua. Talvez tenha passado anos se perguntando o motivo da tal Fernanda odiá-la, mesmo assim nunca foi capaz de cogitar ser alvo de inveja. Como se apenas sua beleza não fosse motivo suficiente para despertar tal sentimento na outra. — Queria que pudéssemos nos dar bem por Beth, ela precisa de paz. Eu preciso também. – Ela diz, totalmente alheia aos meus pensamentos. — Foi o que houve? Uma briga com Fernanda? — Como você... — Seu rosto. – Respondo. Ela toca a marca vermelha em seu rosto, procura algo na bolsa e tira um pequeno espelho dela, encarando seu reflexo em seguida e analisando a mancha.

