Durante o trajeto ela fica em silêncio, olho para ela de relance quando paramos em um sinal. Seu rosto está abatido, nunca a vi tão consternada.Lá fora o sol brilha fortemente, o único vestígio da tempestade de ontem é a destruição que os ventos causaram nas casas e estabelecimentos pelo caminho. — Podemos parar e tomar café. O que acha? – Pergunto. A essa altura minhas roupas haviam secado naturalmente, provavelmente eu ficaria gripado. Gabriela me olha, taciturna. Seu olhar me lembra uma criança indecisa entre manter a melancolia ou abraçar o interesse em uma boa proposta. Ela esfrega os dedos de um jeito engraçado. — É melhor comer em casa. Dona Helena deve estar preocupada, não acha? — Liguei para ela. E então, você quer? Vinte minutos depois estamos parados em uma rua movimentad

