Agora lá deitada no sofá de Betina, Mikaella tinha somente a escuridão como companhia.
Ela finalmente entendeu tudo, não tinha sido simples coincidência havia sido mais umas das armações do destino contra o seu coração.
Agora, ela estava pronta para começar de novo. Ela queria distância dos, distância do amor, e muito menos de sexo.
De agora em diante, ela iria se concentrar em si mesma. Ela ia ser forte, independente e feliz.
Ela havia conhecido Luiz em sua cafeteria preferida lendo o seu livro favorito, logo na primeira vez em que ela teve coragem ela se enganou profundamente mais uma vez.
Suas amigas sempre avisaram, sobre os olhares dele mas Mikaella não acreditou ela estava tão envolvida ela queria tanto estar em um relacionamento ela desejava tanto ser amada que criou uma fantasia em sua própria cabeça a fantasia do homem perfeito artista que incentivava seus sonhos. Mentira! Um aproveitador que viveu às suas custas sempre alegando que estava terminando a tela, a só falta o último detalhe. "hoje terei uma entrevista com uma galeria de artes" era sempre a mesma conversa e ele nunca nunca mudou.
Quantas vezes ele a teria traído naquele apartamento? quantas vezes as pessoas estariam debochando dela, quantas vezes ela havia sido humilhada por aquele homem?
Ela se perguntava por quê? porque ela sempre era alvo dos piores homens, porque ela tinha que fazer péssimas escolhas amorosas. Ela precisava mudar precisava deixar de ser tão carente, tão disponível sempre.
Se ela continuasse permitindo que a carência falasse por ela, isso aconteceria seria sempre assim, ela precisava tomar um rumo na sua vida precisava lutar pelos seus sonhos, independente de estar acompanhada por um homem ou não ela tinha suas amigas e tinha seus livros favoritos.
No dia seguinte começaria uma nova etapa em sua vida ela seria uma nova mulher. Uma mulher que não deixaria seu coração a mercê de qualquer um.
No dia seguinte, Mikaella começaria a ter uma nova atitude: ela seria uma mulher forte, que não deixaria o coração vulnerável a qualquer um. Mesmo que isso significasse ficar sozinha novamente, era melhor do que se entregar a um homem que a faria sofrer.
Ela tinha que começar de novo. Ela tinha que encontrar uma maneira de viver sem amor, sem sexo, sem apego. Seria difícil, mas era melhor do que continuar quebrando a cara com o homem errado.
A única companhia que ela desejava agora era a de suas amigas. Ela estava feliz com quem ela era e se amava.
Ela decidiu que era hora de começar de novo.
Ela tinha acabado com os homens, tinha acabado com os encontros, tinha acabado com o sexo. Era hora de concentrar-se em si mesma e em sua própria felicidade. Ela ia começar de novo, e desta vez, ela ia fazer tudo certo.
Mas, porque fazer a coisa certa parecia tão difícil?
Ela estava exausta, cansada de ser sempre a boa moça, a garota certinha e sempre se ferrar.
De agora em diante seria livre.
Ou melhor, no dia seguinte ela seria livre começaria com o pé direito, buscaria seu caminho sem se importar com nada.
Ela ficaria satisfeita com suas próprias conquistas, buscaria realizar seus próprios sonhos e não se deixaria influenciar pela opinião dos outros.
empresa, encontraria um emprego e faria amigos. Ela não deixaria ninguém interferir, somente vivendo a própria vida ela se sentiria feliz e estaria segura.
***
Aquela noite em especial parecia ter sido mais curta que o normal, Mikaella nem notou o amanhecer, o cansaço tinha tomado conta de todo o seu corpo, talvez fosse um sintoma de seu coração partido, e em algum momento ele seria curado, assim ela deixaria de senti - lo. Ela começaria de novo. Ela ficaria feliz. Ela não estaria sozinha.
Ela encontraria um novo lugar para viver,ela precisava, não suportaria imaginar Júlio com aquela mulher em sua cama, ela procuraria um lugar longe de todos os homens que a machucaram. Ela faria novos amigos e talvez até encontraria um novo emprego que ela realmente amasse. Ela não se envolveria com ninguém, e se concentraria em si mesma. Ela não faria sexo sem sentido, mas se concentraria em desfrutar de sua própria companhia. Ela seria feliz, e não estaria sozinha.