Aquela tinha sido uma noite tranquila. Dormi sem sonhos ou pesadelos. Era a recompensa em ter uma consciência livre de qualquer peso. Eu havia mostrado ao meu inconsciente que as rédeas da minha vida ainda estavam em minha posse e quem iria controlá-la seria eu, não os traumas, a carência ou o medo da solidão. E naquele momento, eu bati o martelo de que a presença constante do Felipe em meus pensamentos eram apenas sinais inoportunos causados pela monotonia s****l que estava passando. O que antes eu resolvia com uns amassos no depósito, como a Lívia, tinha se tornado uma obsessão, um desejo que cegava minha racionalidade e me fazia acreditar no que não era real. Então, dali em diante eu trataria aquela questão com maturidade. Ao invés de temer ou me apavorar com um sentimento tão bobo, e

