Missão extinção!

1351 Words
Os tiros haviam se intensificado e nós estávamos sendo alvejados, eu e os recrutas estávamos em desvantagem então assim que eu terminei a instalação da antena eu me junto a eles. Enquanto disparava com meu fuzil eu digo: - Precisamos pensar em um jeito de recuar!!! Zeddy disparando grita: - Tem a passagem que o soldado Scotty e os recrutas dele usaram! Eu digo: - Certo recrutas, vamos recuar aos poucos, um de cada vez!!! Zeddy toma a frente como um guia e diz: - Vou mostrar o caminho, eu vi o percurso que eles usaram no mapa!!! Surpresa eu digo: - Continue me surpreendendo assim recruta e logo você será um soldado!!! Então eu dispenso um por um atrás de Zeddy, mas é claro que essa minha decisão teria consequências... Logo eu me via com apenas dois recrutas segurando as passagens. Eu me viro para os dois últimos recrutas e digo: - Agora vocês dois, vão!!! Os dois olham para mim e acenam com a cabeça, eu logo sigo atrás tentando segurar os terroristas o máximo que pude, mas quando vi que todos os recrutas já haviam sumido de vista eu tive uma retirada rápida. Com uma chuva de disparos contra mim eu corro seguindo pelos becos da favela com a intenção de despistar os malditos que estavam atrás de mim. Assim que eu avisto uma das casas com a porta aberta eu entro sem hesitar e fecho a porta, mas assim que eu me viro eu dou te cara com um homem alto de cabelos brancos, olhos azuis e pele pálida, ele estava vestido com um sobretudo preto e estava claramente armado com uma espada de duas mãos pendurada em suas costas e uma pistola G9mm (Modelo fictício de arma futurista!). Eu aponto meu fuzil para ele e digo: - Mantenha suas mãos onde eu possa ver! O homem sorri para mim e diz: - Está tudo bem, eu não sou o seu inimigo! Com um sorriso de deboche eu pergunto: - Não é? O que está fazendo aqui então? O homem mantém o seu sorriso e diz: - Acho que não é essa a resposta que você procura! Aquilo foi bem suspeito, eu logo perguntei: - Do que você está falando? O homem caminha até a janela e diz: - Você quer sair daqui com vida, não é mesmo? Eu fechei a cara e perguntei: - Você conhece uma saída? O homem pisca e diz: - Bingo, é essa a pergunta correta, mas agora eu sei ou não sobre a saída secreta embaixo do tapete bem aqui no meio dessa sala? Eu olho para o tapete, é de fato parecia meio suspeito, depois voltei meu olhar para o homem e perguntei: - O que você ganha com isso? O homem se fazendo de desentendido pergunta: - Com isso o quê? Eu respondo: - Me ajudando, o que você ganha com isso? Ele coça o queixo e diz: - Quem disse que eu te ajudei, eu nunca nem te vi antes! Esse cara era muito estranho, mas se ele queria de fato me ajudar a fugir, eu teria que aceitar a oferta pois não tinha muita escolha. Eu fui até o meio da sala e tirei o tapete do lugar, e realmente havia um alçapão ali. Eu pergunto: - Como sabia desse alçapão? Quando eu me viro, vejo que o homem estranho já não estava mais ali. Eu olho de um lado para outro e então eu decido descer pelo alçapão de uma vez. Eu caminho por um túnel um pouco desconfortável até chegar a um portão de grade de ferro que dava em um precipício. Eu abro o portão e vejo que não era muito alto, de fato a queda não me mataria nem nada, mas o problema mesmo era a quantidade de lixo acumulado no local. Eu suspiro e digo: - Parece que esse aqui--- Eu acabo escutando um assovio ensurdecedor que acaba interrompendo minha fala, mas já sabendo do que se tratava então eu pulo sem hesitar no meio do lixo enquanto uma grande explosão seguida de um grande estrondo se forma bem atrás de mim. Bom, a missão de extinção estava concluída. Eu saio do meio do lixo e começo a correr sem parar para olhar para trás, em seguida sou atingida pelo impacto da explosão que me atira por alguns metros. Infelizmente eu acabo desmaiando. (Quebra de tempo!) Quando eu abro os meus olhos eu me vejo em um quarto de hospital. Depois de olhar de um lado para o outro eu começo a desconectar os fios de aparelhos que estavam ligados ao meu corpo. Os aparelhos começam a apitar e Zeddy entra de repente no quarto. Zeddy: - Watson? Mas o que você pensa que está fazendo? Eu respondo: - Dando o fora daqui é claro! Zeddy tenta me impedir dizendo: - Espera Watson, você precisa que um médico te examine primeiro para depois te dar alta! Eu olho para ele e digo: - Relaxa recruta boy, eu estou bem! Eu tento me pôr de pé e acabei quase beijando o chão, mas Zeddy me segurou pela cintura. Zeddy: - Viu só, você... Você... Zeddy olha nos meus olhos e eu acabo retribuindo o olhar, mas logo que percebi suas mãos segurando firme a minha cintura eu acabo ficando constrangida. Eu escoro na cama e me afasto de Zeddy dizendo: - Está tudo bem, não foi nada! Zeddy coça a sua nuca e diz: - Bom, faz um favor para nós dois, tente ficar na cama só mais um pouquinho enquanto eu vou chamar um médico para te examinar! Eu volto para a cama e digo: - Vai logo, não tenho o dia inteiro! Assim que Zeddy sai pela porta, me veio à cabeça fragmentos de memória da última missão. Eu acabo me perguntando: - O recruta Carreira está bem, mas será que aqueles idiotas que estavam com ele conseguiram sair ilesos também? Logo Zeddy volta com o médico que faz todos os exames necessários em mim e logo me dá alta. Saindo do hospital eu pergunto: - Por quanto tempo eu estive dormindo? Zeddy diz: - Dois dias! Eu olho para ele e pergunto: - Você patrulhou a muralha por dois dias sem mim? Zeddy sorri orgulhoso e diz: - E nem foi tão difícil assim, parece que os transformados que estavam atacando as pessoas durante a noite estavam todos vindo daquela... – De repente Zeddy fica de cabeça baixa. Eu pergunto: - O que foi recruta? Zeddy olha para mim e pergunta: - Você sabia sobre os mísseis não sabia? Eu paro de caminhar e cruzo os braços dizendo: - Vai mudar alguma coisa se disser que sabia? Zeddy: - Não... Mas muita gente inocente morreu naquela favela! Eu volto a caminhar e pergunto: - É mesmo Recruta? E o que você queria que fizéssemos por eles? Zeddy: - Eu não sei, poderíamos ter avisado sobre os transformados ou até ter evacuado o local antes! Eu olho para ele e digo: - E correr o risco de deixar aqueles terroristas filhos da p**a fugirem no meio daquela gente? Mas acho melhor você não se preocupar tanto com isso, afinal de contas, a cada dez pessoas naquela favela oito já estavam infectados por causa daquela droga maldita! Zeddy: - Você acha que aquilo foi por um bem maior? Me diz Watson, você acredita mesmo? Irritada com a pergunta eu digo: - Olha Recruta eu não sou a pessoa certa para te responder a maioria dessas perguntas, sou um soldado e ordens são ordens! Se você for esperto suficiente vai logo por essa ideia na sua cabeça também! Zeddy fica em silêncio, mas assim que chegamos no estacionamento ele balança as chaves do meu carro dizendo: - Eu estou com ele já faz dois dias e você ainda não está bem para dirigir! Eu mostro o dedo do meio para ele e digo: - Passa para cá a chaves Recruta, o meu bebê deve estar morrendo de saudades! Zeddy sorri e joga as chaves, eu as agarro e digo: - Vamos para casa!
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