O açougueiro!

1271 Words
Depois que saímos do teatro Zeddy toma a frente enquanto olhava o mapa. Então eu corro até ele e caminho lado a lado com o mesmo. Zeddy desvia seu olhar do mapa focando em mim e pergunta: - O que foi? Eu respondo: - Você não quer parar para olhar melhor o mapa? Zeddy: - Eu estou bem, não se preocupe! Eu digo: - Não... É que... Está ventando bastante e você não... – Eu olho para o local de onde sua mão havia sido arrancada. Zeddy percebe e diz: - Não se preocupe com isso, eu já me acostumei a fazer a maioria das coisas sem ela! Eu fico sem graça e digo: - Zeddy, me desculpa eu só... Zeddy: - Está tudo bem, eu não te culpo! Eu acabo ficando chateada comigo mesma por conta do ocorrido. Mas aí eu penso comigo mesma: *O que está acontecendo comigo? Eu estou me portando de uma maneira tão estranha... Me preocupo com os outros e... E me importando mais com ele... * Já estava anoitecendo então Zeddy para e diz: - Eu sei que estamos quase saindo dessa cidade maldita, mas acho melhor parar e acampar... Eu não quero topar com nenhum daqueles transformados meia noite, ele são muito rápidos além de voar! Eu baixei minha cabeça e digo: - Eu vou passar a te escutar mais... Zeddy para e olha para mim espantado, em seguida pergunta: - Freya... Esse seu comportamento... É como se... Como se a sua transformação tivesse despertado alguém aí dentro que estava escondida, uma menina com uma visão mais ampla do mundo... Uma verdadeira sonhadora! Eu fico abismada com o que Zeddy acaba de dizer, então eu respondo: - Você não sabe do que está falando! Zeddy fica em silêncio, caminha mais um pouco e depois para dizendo: - Talvez você tenha razão, mas não podemos ignorar o que seu irmão fez! Eu fecho a cara e digo: - Ele não é o meu irmão! Zeddy: - Será? – Em seguida Zeddy volta a caminhar. Eu fico bastante chateada com o comportamento de Zeddy comigo, mas eu resolvi ficar na minha. Depois de caminharmos mais um pouco, encontramos um pequeno prédio na saída da cidade, então usamos ele como abrigo. Enquanto Zeddy acendia uma fogueira ele disse: - Aqui é um bom lugar! Curiosa eu pergunto: - Como sabe disso? Zeddy responde: - É muito simples, estamos no primeiro andar, abaixo de nós tem o térreo e acima mais 4 andares, se houver um caso de ataque em massa nós podemos fugir tanto para cima quanto para baixo, além do mais existe outros pequenos prédios ao redor desse, se a opção for fugir para cima podemos usar isso a nosso favor! Zeddy termina de acender a fogueira e se senta em um sofá velho que tinha ali, eu me sento ao seu lado e digo: - Apesar dessa frieza comigo, você se tornou um soldado incrível! Zeddy olha para mim surpreso e pergunta: - Frieza? Eu desvio o olhar e digo: - Eu não sei o que está acontecendo comigo... Meus sentimentos estão descontrolados, eu não consigo segurá-los como fazia antes, é como se uma outra mente estivesse conectada a minha me impedindo de esconder o que eu realmente sinto! Zeddy: - Você... Escondia os seus sentimentos? Eu olho para o teto e me recostei no sofá dizendo: - Droga, eu não sei porque estou te contando isso... Mas é verdade, eu queria poder ser quem eu era antes dessa coisa de ter sido transformada por uma pessoa que pode ser meu irmãozinho morto a 15 anos atrás... E você... Você de fato se tornou um soldado incrível com apenas 2 semanas, mas... Mas eu... Você era diferente, você... (Sussurro!) Chamava a minha atenção de certa forma! Zeddy fica confuso pois não conseguiu ouvir a última parte da minha fala, então pergunta: - Eu? Eu o quê? Eu me levanto do sofá, olho para ele e cruzo os meus braços dizendo: - Não, não é nada! Eu dou as costas e me deito ao lado da fogueira. Zeddy fica ali olhando para mim com uma expressão duvidosa em seu rosto, então eu me viro para o outro lado e fecho meus olhos para dormir. Enquanto estava de olhos fechados esperando o meu sono chegar, eu sinto algo se aproximando... Algo cheio de ódio e fome... Aquele sentimento e energia r**m me fez abrir os olhos e me pôr de pé. Zeddy olha para mim e pergunta: - Freya, o que houve? Eu me viro para Zeddy e digo: - Algo está vindo... Algo muito perigoso! Zeddy: - Você sentiu isso? Eu caminho até Zeddy dizendo: - Sim, então precisamos nos preparar para lutar, ou fugir o mais rápido possível! Zeddy se levanta e começa a arrumar as coisas, mas logo ouvimos um estrondo como se alguém ou alguma coisa tivesse acabado de derrubar uma parede. Eu olho para Zeddy e digo: - É tarde demais! Zeddy fecha a cara e diz: - Então só nos resta lutar! Eu respiro fundo e digo: - Ele está subindo, já sentiu a nossa presença... Vou enfrentá-lo de frente, você me dá cobertura! Zeddy corre para trás de mim com sua pistola e diz: - Certo! Eu pego a escopeta e espero de frente para a porta... O engraçado é que tudo estava muito nítido para mim, eu conseguia ouvir não só a respiração pesada de Zeddy como também as batidas de seu coração, também podia ouvir o coração da criatura e sua intenção assassina... A sua fome... Não demorou e a criatura apareceu na porta. Zeddy: - Mas que p***a é o Açougueiro!!! Eu disparo contra ele dando-lhe 3 tiros de calibre 12. O açougueiro recua um pouco mas gira sua lâmina gigante destruindo as paredes ao seu redor e logo corre em uma investida na minha direção, eu esquivo e Zeddy faz o mesmo. O açougueiro olha para Zeddy e tenta cortá-lo, mas sua lâmina é grande demais e agarra no teto, Zeddy reagindo rapidamente dispara duas vezes contra seu rosto e toma espaço. Eu corri até o açougueiro e deslizo de joelhos disparando mais duas vezes nas suas costas, mas foi aí que veio o m*l sinal... As balas da escopeta haviam acabado. Eu jogo a 12 de lado e corro na direção do açougueiro agarrando-o pela cintura e atravessando uma parede com ele caindo no chão com o mesmo. O desgraçado agarrou minha cabeça e me arremessou contra uma das colunas do prédio a destruindo. Zeddy corre até o açougueiro disparando contra o mesmo, salta e dá uma bela voadora bem no meio de sua cara, mas o açougueiro se levanta e golpeia Zeddy com seu braço esquerdo arremessando-o contra uma parede. O açougueiro recupera sua lâmina que havia caído de sua mão depois da minha investida e caminha até Zeddy, eu me levanto rapidamente, salto e dou uma voadora com os dois pés na criatura, o açougueiro cai, mas eu também, o açougueiro tenta se levantar, mas eu me levanto mais rápido e o agarro por trás aplicando o golpe chamado suplex (Famoso golpe muito usado em shows de luta livre!). O chão se quebra devido ao choque do peso da criatura, então eu e o açougueiro vamos parar no térreo. Eu me levanto rapidamente e tomo uma distância, eu me encontrava bastante ofegante, mas a criatura se levanta como se nada tivesse acontecido. Eu limpo a poeira do meu rosto e digo: - Mas que p***a é você? O açougueiro com uma voz rouca e cheia de agonia diz: - Comer... Comer e evoluir!
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