Me olhando através do espelho no banheiro da escola, eu percebi a grande m***a que estava fazendo.
Andrei não era para mim.
Suspirei exasperada pintando os lábios com o batom bordô, ignorando a minha fraqueza para ligar e desmarcar o encontro com ele. Aquilo era impossível para mim, meu coração pulsava descontrolado dentro do peito só com a lembrança dos últimos beijos que ele havia me dado. Os cabelos longos que puxei, os lábios que mordi e as mãos fortes que me seguraram.
Eu estava encrencada de uma forma deliciosa.
Enfiei os dedos nos cabelos cacheados, os arrumando da melhor forma que pude e então saí do banheiro. Andrei estava parado no meio do pátio usando uma camisa branca e calça jeans; um clichê ambulante com os olhos fixos em mim. Um sorriso torto brotou em seus lábios e eu corri em sua direção, ignorando os meus colegas e qualquer outra pessoa, pulando em seu colo e beijando seus lábios.
Pai amado, ele era delicioso.
Nem vi ele me carregando para fora do Colégio, mas senti o capô de seu carro em minhas costas enquanto ele, tão inconsequente , arrumava uma melhor posição para me dar mais um de seus beijos.
— Olá Andrei. —As palavras saíram num sussurro contra os lábios rosados e ele me deu um dos sorrisinhos irônicos que me davam vontade de matá-lo e amá-lo cada vez mais.
— Oi princesa. — Ele pegou uma das molas de meu cabelo e puxou , observando com olhos brilhantes elas pularem e voltarem para o lugar. A rua estava deserta e o portão do Colégio devidamente fechado, o fazendo não se importar com assédio ao pudor enquanto se abrigava no meio de minhas pernas. - Já está pronta para aceitar meu pedido?
Eu ri, o fazendo rolar os olhos e me dar mais um beijo, descendo os lábios para meu pescoço e em seguida, arrasta-los lentamente em direção a meu ouvido. Mordiscou a orelha, beijando-a em seguida e num tom lento sussurrou a pergunta que eu não queria aceitar de forma alguma, mas estava tentada a muito tempo:
— Namore comigo , huh?
Eu sabia das merdas que ele estava enfiado. Os cabelos loiros e os olhos claros me lembravam de onde ele vinha, e as cicatrizes pelo corpo contavam sua história. Bratva, a máfia russa. Me dava uma vontade louca de rir só de pensar mas eu sabia que aquilo era verdade, não só coisa de filme barato. Ele havia me mostrado coisas que eu preferia não ter visto, mas que só comprovavam sua história. Ele era um criminoso, do pior tipo.
Eu odiava aquilo nele, não poder ser livre e ainda querer me levar para sua prisão. Mas o amava a ponto de saber que ele me queria perto pra sempre.
— Eu não posso. — Desci minhas mãos pela camiseta branca, contornando o peito forte e apertando onde dava. Ele era perigoso só de olhar, mas também tão delicioso e viciante. — Você sabe que não...
— Vamos ponderar, princesa... f**o, eu não sou. — Alisou a camisa, fazendo a barriga ganhar forma através do tecido. Rolei os olhos sorrindo, ele sabia dos dotes que tinha e não gastava a modéstia. — Infiel? Tem seis meses que eu sou só você. — Suas mãos correram novamente, dessa vez por meu corpo, se apossando de meu rosto e fazendo com que eu o olhasse nos olhos. — Minha família vai te receber contente, eu escolho você porque é você a pessoa que eu amo.
Meus olhos buscaram os seus, e o que eu vi neles me fez sorrir. Eu amava o cara e m*l podia controlar a vontade de agarrá-lo em público. O beijei, apertando os dedos em seu pescoço demostrando o quanto eu o queria.
— Sim.
Eu sorri e ele me apertou, forte demais antes de se afastar. Nos levou até o hotel onde estava hospedado, era a primeira vez que íamos t*****r num lugar onde ele queria, normalmente eu não confiava em ninguém. Bebemos, rimos e contamos histórias, me fazendo m*l notar quando escureceu.
Andrei me segurou mais uma vez na hora de ir, me apertou forte novamente e sorriu de uma forma que eu não sei se gostava.
Senti uma picada no braço, em instantes meu corpo todo se aqueceu, minha visão ficou borrada e o coração bateu mais forte enquanto os membros do meu corpo amoleciam.
A forma de amar do Andrei doía e descobri isso tarde demais.a