Capítulo 31 Lenon Narrando Eu saí daquele escritório com a cabeça fervendo. Ainda não caía a ficha que a mulher que eu um dia achei que amava era capaz de tanta maldade. Denunciar o movimento, querer matar a mãe dos meus filhos... Isso não tem perdão. — ESCUTA BEM! — gritei para os homens na porta. — Vigilância redobrada. Ninguém entra, ninguém sai! E levem a Luana pra salinha agora! Ela vai ficar trancada lá esperando a minha sentença! E a Marcela? Fica presa em casa também! Ninguém sai do morro até eu dar segunda ordem! — Sim, senhor! — responderam todos em uníssono, saindo pra cumprir. Eu ia voltar pra sala, mas foi quando eu vi ela. Minha Morena. Ela estava pálida, segurando a barriga com força, gemendo de dor. Dona Roseli e Yula seguravam ela, mas eu vi na hora: não era uma sim

