Casada com um estranho

781 Words
Angel Eu tinha apenas vinte anos quando chegou o dia em que me casaria com um homem que nunca havia visto na vida. Será que ele era um ogro? Ou um homem muito r**m? Eram perguntas que eu me fazia o tempo todo, mas não tive escolha, meu pai, James, me obrigou. A empresa da família estava indo à falência e meu casamento era uma união de negócios que podia mudar o rumo das coisas. Não sabia por que eu havia sido a escolhida para isso. Minha irmã, Lara, era mais nova do que eu e, por mais que ela tenha me maltratado a vida toda, eu não desejava isso para ela. Além disso, minha madrasta, Catherine, nunca permitiria tal coisa. Mas por que Lara tinha escolha e eu não? — Vamos, Angel, assine logo esses papéis, no que está pensando tanto? Preciso disso urgentemente. Lembre-se de que você está ajudando seu pai a sair da falência — disse meu pai, furioso. — Tudo bem, papai, não precisa gritar comigo, já estou fazendo o que você quer. Assinei os papéis na sala de estar do local que eu chamava de lar. Agora sabia que não seria mais, a família do meu marido queria que eu fosse embora naquele mesmo dia. — Angel, vá logo arrumar suas coisas — disse Catherine sorrindo. — Eu vou arrumar, não se preocupe — respondi, com um olhar triste. — Papaizinho, posso ficar com o quarto da Angel? Quero juntar o dela com o meu e fazer um só — pediu Lara, olhando com desdém para mim. — Claro, filhinha. Assim que ela sair, ele é todo seu. Revirei os olhos e saí da sala, não queria mais ouvir essas coisas. Arrumei as minhas malas e me despedi de todos. A família do meu marido veio me buscar em um carro preto lindo. Entrei no veículo e eles se apresentaram. — Prazer, eu sou William, seu sogro. — E eu sou Emma, sua sogra. Sei que tudo é novo para você. Meu filho, Charles, é muito frio por conta de alguns problemas do passado, então tenha paciência com ele. — Eu sempre precisei me preocupar com todos, mas nunca tive ninguém para se preocupar comigo. Passadas algumas horas, chegamos à minha nova casa, uma enorme mansão, tão grande que era possível vê-la de muito longe. Assim que entramos na casa, me deparei com uma grande sala com decoração antiga e lareira – o que é muito bom, já que moramos no Alasca –, e uma senhora veio me cumprimentar: — Olá, minha querida, eu sou Rosa e trabalho aqui na casa. Vou te ajudar no que for preciso. Venha conhecer seu quarto — disse ela sorrindo. — Meu quarto? — Sim, senhora. O senhor Charles não quer dormir com você ainda. Ele é assim mesmo, mas acredito que você conseguirá domar seu coração duro. Rosa me levou até meu quarto, que era lindo, decorado à moda antiga, assim como a sala. Todos os móveis eram feitos de madeira de primeira linha, e havia um closet enorme. — Bem, senhora Angel, o senhor Charles está em viagem, só chegará amanhã. — Pode me chamar só de Angel. E obrigada por avisar, mas não estou preocupada com isso. — Na verdade, ficava até mais animada ao saber disso, não queria encontrar com ele. Charles Eu não podia acreditar que seria obrigado a me casar com uma qualquer que meus pais escolheram, com a desculpa de que estava ficando muito velho, sendo que ainda tinha apenas vinte e cinco anos. — Charles Clark, meu filho, você precisa se casar. É nosso único filho, precisamos de você pra passar adiante o sobrenome de nossa família. Você sabe que não posso ter mais filhos. Espero que você esqueça o que aconteceu no passado e siga em frente — disse minha mãe. Quando jogaram na minha cara que, infelizmente, minha mãe não conseguiu ter outros filhos além de mim, decidi assinar logo os papéis. Eu sabia que era o único que poderia continuar a cuidar de tudo, o único a poder cuidar das empresas junto com meu pai. Passaram-se dois dias desde que assinei os papéis de casamento. Meu assistente já havia me ligado dizendo que eu estava casado. No dia seguinte, bem cedo, eu veria em que buraco havia me enfiado. Visto que meu casamento não fora por amor, mas sim por negócios, já imaginava que ela era uma interesseira. Dormi pensando nisso. Assim que acordei, fui direto para a mansão onde moraríamos. Ao chegar lá, encontrei, sentada na cozinha, uma mulher branca como a neve e ruiva, sua pele brilhava como o sol, mas minha mente gritava apenas interesseira!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD