- Ela tentou te ligar, mas só deu caixa. - Ouço as suas palavras acusatórias. Sem "jeito", descanso os braços apoiando minhas duas mãos na pia. - Devo estar sem rede. - Digo pegando o celular que carregava em cima do armário da cozinha. - É, estou sem rede. - Confirmei com um sorriso sem graça voltando a colocá-lo na mesma posição de antes. - Claro, morando nesse fim de mundo. - É o meu único lar, Lourdes, não fale assim, sabe que eu não gosto. - Tá, tá... - O que Dona Cláudia te disse? Qual o trabalho? - O trabalho não é aqui... - É aonde? - Santa Catarina... - Mas... - Deixe eu falar Bea. - Ok! - Suspirei e sentei na cadeira com minhas pernas trêmulas, ela me imita e senta na cadeira em frente a mim. - Se você aceitar o emprego já é seu. - Ela avisou com um sorriso alegre, ma

