Um novo começo

832 Words
Como o médico havia solicitado mais vinte e quatro horas de observação, os irmãos poderiam organizar a casa e as possíveis necessidades em ter sob o mesmo teto uma nova pessoa, e pior ainda, do sexo oposto. O melhor a fazer seria procurar Mia para ajudá-los com o que poderiam suprir. _ Boa noite Senhorita Mia, tudo bem? Peço desculpas ligar neste momento, mas acredito que saiba sobre a moça que está internada. Ela ficará comigo e meu irmão em nossa casa, mas como nos falta conhecimento do universo feminino, gostaria de saber se poderia nos ajudar encaminhando uma lista do que devemos comprar, para que ela se sinta bem acolhida. _ Oi Julio, tudo bem? Já falei que não precisa me chamar de senhorita ... (Mas enquanto Mia falava, Luke ouviu ao lado e gritou para que Julio escutasse). _ Pra você ela será eternamente senhora, nunca se esqueça disso. Julio sorriu, sabia do ciúme que Luke tinha da moça, e se sentiria igual, se ela aceitasse estar com ele. Mia bateu no braço de Luke e sorriu na sequência para que ele deixasse de tanto ciúme. _ Eu vou encaminhar uma lista de produtor necessários para que ela fique à vontade. Imagino que ela não tenha roupas para utilizar, correto? Eu vou separar algumas peças de roupas, até que consigam comprar o que ela gostará de usar. Me falem mais ou menos o tipo do corpo dela? Tanto Julio quanto Luke responderam que era igual ao corpo de Mia, foi então que ela entendeu que porque a moça chamou a atenção dos dois, e imaginou o quanto a moça sofreu. As roupas de Mia era todas novas, pois desde que saiu de casa, Luke fez questão de fazer o seu guarda-roupa, então separou algumas peças para compartilhar com Amanda. Aproveitou e fez uma lista de tudo o que os irmãos deveriam compras e incluiu um tênis delicado lingerie e meias para ela poder sair do hospital. Luke deixou uma mala de roupas na casa de Júlio, pois jamais alguém iria até a sua fortaleza, sem que fosse Gabriel e Mia, únicos que a conhecer o local. Amanda estava bem, a recuperação ocorreu no próprio hospital e os pontos haviam secado sem problemas. Júlio e John estavam bem cedo para assinar a documentação de alta e entregar uma mala de roupas para que Amanda pudesse sair. Quando abriu a mala de roupas, ela viu que as peças tinham o tecido de qualidade e ela nunca imaginou usar algo assim. Ainda sem graça, ela agradeceu as roupas e entrou no banheiro para poder tomar um banho. Já não via a hora de sair na rua e sentir o sol em seu corpo e mais importante de tudo, poder comer algo diferente. Dentro da mala, uma peça em particular chamou muito a sua atenção, era um macacão bege com pequenos detalhes florais em branco e rosê, que combinaria perfeitamente com o tênis branco básico que Júlio e John compraram para a sua saída do hospital. Antes de colocar a roupa, sua mão delicada acariciou o local do abdômen que carregaria para sempre os dias mais assustadores de sua vida. No local, além dos pontos, ainda apresentava leve coloração roxa e esverdeada, mas já não sentia dor ao se movimentar, muito provavelmente por estar sob o uso de medicamentos anti-inflamatório e para dores. Quando terminou de se arrumar, se olhou no espelho e sentiu-se bem, ainda tinha a pele ressecada, estava magra e com olheiras, mas esse seria um novo começo, e queria muito passar uma borracha em todas as lembranças tristes que passou e desenhar um novo caminho, afinal, ela sobreviveu a muitos altos e baixos. Os irmãos conversavam sobre uma das obras que estava em andamento e o problema que estavam tendo com a entrega do material, nesse momento a porta do banheiro foi aberta e Amanda siu envergonhada. Houve uma troca de olhar entre eles, era como se conversassem em silêncio, e na sequência um sorriso de compreensão surgiu em relação à timidez da menina. _ Manda, você está encantadora com esta roupa!!! Vamos levá-la daqui e virar uma página triste de sua vida. John, já não conseguia se conter em ver tamanha beleza, e isso não passou despercebido de seu irmão mais velho. _ Eu não quero atrapalhar vocês. O que decidirem eu aceito, mas não vou negar que estou com fome e não aguento mais comer a comida do hospital. _ Não nos atrapalha, Pequena, também precisamos comer. Aceita o nosso convite? Os três riram e saíram juntos a caminho da padaria que ficava próximo a casa que agora seria a morada de Amanda também. A opção de café colonial foi a definida por eles, dessa maneira Amanda poderia escolher o que gostaria de comer e os irmãos teria uma ideia de como agradá-la. . . . Minhas queridas, não esqueçam de salvar na sua biblioteca e continuem comigo, é sempre um prazer tê-las aqui ❤️
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