Viagem sem volta

816 Words
Amanda acordou com uma pancada na cabeça, ao abrir os olhos ainda levou um tempo para acostumar a visão a penumbra, ela percebeu que estava em um local muito escuro, estava amarrada e amordaçada, parecia ser o porta-malas de um carro, provavelmente ainda em movimento, pois em alguns momentos se batia na lataria. Não sabia para onde estava indo, mas o percurso foi bem distante, sem contar o período em que este desacorda .... O que esses homens queriam com ela? O que estava acontecendo? enquanto se fazia as perguntas, a movimentação acalmou e logo ouviu barulho de porta e algumas vozes: _ Essa é bem bonitinha hein? O patrão falou que essa é virgem, e hoje em dia sabe como são essas vadias, abrem as pernas pra qualquer um. _ Elas não valem nada mesmo, pior são os trouxas que pagam a fortuna que pagam. Chega a ser ridículo, mas beleza, vamos lá. Quando o porta-malas abriu a luz do local deixou os olhos de Amanda lacrimejando, ela não conseguia ver nada, mesmo assim foi tirada do carro sem muita violência, agora ouvindo o que os dois homens falavam, tinha uma vaga preocupação do que poderia estar acontecendo com ela, mas ninguém em sã consciência está preparado para algo tão terrível assim. _ Vai boneca, você não pode nem pensar em cair, o chefe não quer um arranhão em você. Então trata de ficar bem boazinha, caso contrário acabamos com você. Fui claro? A única coisa que ela conseguia fazer ela balançar a cabeça. O medo estava presente em todo o seu corpo. Além de não saber onde estava, a preocupação pelo que estava por vir a estava matando, mas logo foi deixada em uma grande sala e lá havia outras meninas e mulheres. Todas amarradas, amordaçadas e muito assustadas. O tempo foi passando e Amanda se lembrou que na primeira semana em que o tio se hospedou em sua casa, ele perguntou se alguma vez na vida Amanda havia namorado, e ela respondeu tranquilamente que não. Ele ainda brincou perguntando se ela esperada o príncipe encantado. Agora tudo fazia sentido, ele queria saber se alguma vez na vida ela teve relações sexuais. Em pensamento ela questionava o porquê do pai nunca ter contado toda a verdade sobre o irmão, com toda a certeza, se ela soubesse, ele nunca teria feito parte de sua vida nem por um dia. Quando o corpo e a mente já não aguentavam mais, acabou cochilando, foi neste momento que alguém segurando o seu documento de identidade a chamou pelo nome Amanda Cortêz, ela apenas levantou a cabeça. O homem que a chamou a levantou e a levou até uma sala que com apenas uma maca, um homem de calejo branco e outro homem de terno preto. Os dois sorriram ao olhar para ela, o que a deixou ainda mais apavorada, e como se ela não estivesse presente, os dois conversavam entre eles. _ Senhor, se a virgindade dessa for confirmada, o valor pode ser exorbitante. Pele perfeita, cabelos compridos e lisos o corpo é de uma mocinha recém-florescida, quase cheira a leite. Os dois riram da frase “quase cheira a leite” Amanda era o tipo de menina que esses homens gostavam, bonita, magra, pequena, de traços delicados, cabelos finos castanhos e olhos da mesma cor, a pele clara dava ainda mais ar de frágil e infantil. _ Anda deita ela na maca, quero confirmar se realmente é virgem, se não for, aquele filho da p**a é um homem morto. O mesmo homem que a chamou e a conduziu até a sala, a pegou no colo e colocou deitada na cama. Já o outro homem de terno se aproximou e disse bem perto do ouvido dela: _ Seja obediente, eu não quero ter que bater em você e acho que não precisamos dopá-la mais uma vez, não acha minha criança? Agora abre a perna para o doutor, queremos confirmar se realmente nunca foi comida. O mesmo homem que a levou, provavelmente um dos capangas, abriu as pernas, e não havia mais dignidade alguma, Amanda estava quente de vergonha, de medo, de raiva e principalmente pela incapacidade de fazer qualquer coisa para sair daquele local. _ Senhor, confirmado. A menina é virgem. As lágrimas continuavam escorrendo, e como se ela não estivesse presente na sala, viu os homens sorrindo e a olhando com desejo, uma sensação estranha, um enjoo a fazia sentir-se ainda pior. Na cabeça da menina, só o pior passava, ela não tinha muito conhecimento da vida, gostava de ler romances, mas nunca os vivenciou na prática, e agora se via numa situação muito diferente de tudo o que havia lido. neste momento acreditou que nada do que leu e viu era verdade, filmes, livros, histórias, nada retratava a realidade que estava vivendo. Como ela poderia sair desse lugar? Até onde aguentaria? O que fariam com ela?
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