Passeio ao shopping

1094 Words
Não demorou muito e o Arthur saiu do banheiro. De toalha! Não pude deixar de notar, mas ele tinha um belo corpo. Fingi estar mexendo no celular enquanto ele passava por mim. Nos encaramos e ele sorriu. Já prontos, seguimos até o estacionamento do condomínio. Arthur me levou até uma Mercedes-Benz.  − Arthur, esse é o seu carro?   − É sim. Gostou?  − Nossa! Deve ter custado uma fortuna.  − Um pouco. Mas nada que você não possa ter.  Seguimos até o shopping. Antes, o Arthur havia ligado para a Júlia para falar que estávamos indo juntos ao encontro dela. Passeamos por alguns lugares de São Paulo, e finalmente chegamos ao shopping. Não demorou muito e encontramos a Julia numa loja de sapatos.  − Oi, meninos.  − E aí, maninha. − Disse o Arthur.  − Oi, Ju.   − Estava aqui procurando um sapato para festa da Gabriela. Que nós iremos. – Disse me lançando um sorriso.   − Eu nem a conheço, Ju. Ela não vai achar r**m?  − Claro que não. Você vai conhecê-la.  − Pois eu não perco por nada essa festa. Só vai rolar as amigas gatinhas da Gabriela. −Arthur estava entusiasmado com a tal festa.  − Vamos almoçar? – Sugeriu a Júlia. Eu e o Arthur concordamos.  Entramos em um restaurante chamado "Piselli". Era uma espécie de Restaurante de comida Italiana. O restaurante possuía dois andares. Nos sentamos em uma mesa localizada na parte superior do restaurante. O Restaurante possuía uma estrutura moderna. Mesas de madeira rústica estavam espalhas em todo o salão, cada mesa possuía um arranjo flores.  Um maitre veio nos receber e prontamente entregou os cardápios. A Júlia escolheu como prato de entrada uma salada Panzanella, um tipo de salada feita com pão, seguidos por alguns legumes. Como prato principal, pediu Tortellini de bolonha , feito com massa fresca, ovos e queijo parmesão. E como sobremesa, Tiramisù, doce a base de queijo tipo marcarpone e café. Pedimos o mesmo que ela. Para a bebida, Arthur Pediu um vinho poggio di sotto, vinho tinto Italiano. E para mim, um suco de frutas.  − Então, Victor. Nos conte o motivo da sua viagem. – Disse a Júlia.  − Prestei vestibular para Direito na USP e passei. Então comecei a ajeitar minha viagem. Meus pais moram em Massachusetts, e eu morava com meus tios em Gramado.   − Parabéns, Victor. É um ótimo curso. – Disse a Júlia.  − Claro. É o seu curso também, né. – Desdenhou o Arthur.  − Como está se saindo sobre o comando da empresa da família, Arthur? − Perguntei.  Arthur me olhou surpreso. Talvez ele não esperasse pela minha pergunta.  − Não é fácil. Estou tentando me acostumar com a perda dos meus pais e com toda essa responsabilidade.  Por um momento, aquela imagem de problemático que eu tinha do Arthur sumiu. Passei a mão sobre seu ombro, e dei um aperto como quem dizia "Vai dar tudo certo". Arthur apenas me encarou.  − Você é formada em Direito, Ju?  − Sou sim. Especializada em Direito do consumidor e Direito Contratual.  − Que legal.   − Em qual área quer se especializar, Victor? – Perguntou-me o Arthur.  − Direito Penal.  − Defender vagabundos, você quis dizer. – Debochou o Arthur.  Poderia ficar calado, mas como eu estava disposto a entrar no seu jogo eu rebati:  − Na verdade você está errado, Arthur. Em todo caso, O advogado atua em prol da lei e da justiça. Ao ser comprovado o ato criminoso, por exemplo, ele deverá trabalhar para a garantia de uma pena que não ultrapasse os limites do que se deve punir, proporcionalmente ao crime cometido. Isso pode ser utilizado por um homem de bem, ou por alguém que não sabe o que faz ou fala.   O clima ficou meio pesado quando terminei de falar. A Júlia percebeu. Antes que ela pudesse falar qualquer coisa para melhorar o ambiente, o garçom chegou trazendo em um carrinho nossas entradas. Finalizamos o almoço e estávamos na sobremesa, quando o celular do Arthur tocou. Na tela aparecia a foto de uma loira, seu nome era "Bruna".  − Oi, gatinha. Percebi que a tal da Bruna falou algo que o fez sorrir.  − Vamos sim. Te pego às 20h00min. Arthur desligou o telefone.  Senti algo dentro de mim. Não sei dizer o que causava isso, mas a ligação me deixou pensativo. Será que era namorada do Arthur? Mas ele não mencionou ter uma. Mas e se fosse? Não tenho motivos para ficar assim.  − Vamos comprar suas roupas, Victor. − Sugeriu a Júlia.   − Vamos.   − Eu irei pra casa. Vou ajeitar algumas coisas e me preparar para meu encontro com a gatinha. – Disse o Arthur sorrindo.  − O quê? – Deixei escapar.  Julia e Arthur me olharam com estranheza.  − Como assim, Victor? − Questionou-me o Arthur.  − Estava pensando “alto”.  Arthur sorriu. Um sorriso vitorioso.   − Aposto que vão sentir minha falta. – Disse o Arthur se gabando.  − Eu não. – Menti.  Arthur apenas me observou. Logo em seguida pagou a conta e se despediu.  Saímos do shopping às18h30min. Fomos direto para casa. Ao chegar a Júlia foi direto para o quarto levar as sacolas das compras. O Arthur já estava todo arrumado e cheiroso. Duas coisas que me deixava louco: Homem que sabe se arrumar e homem cheiroso. Ficamos somente eu e ele na sala. Ele se encarava no espelho, enquanto eu o observava. Arthur possuía características adversas: Uma hora agia como um homem, outrora como um moleque.   − Vai encontrar a tal da Bruna? – Quebrei o silêncio.  − Curioso você, hein.   − Só fiz uma pergunta.  − Sim. Estou indo ver a Bruna.  − Namorada?  − Deus me livre disso. Não quero namorar. Namoro só trás problemas, O negócio é pegar e não se apegar.  − Nossa! Que grosseria. Coitada da garota que ficar com você.  − Coitada não, sortuda. Sou um belo partido. Sou gostoso, bonito, inteligente, rico e o melhor, faço loucuras na cama.   Não contive a risada.  − Contei alguma piada? − Questionou-me o Arthur.  − Não. Só achei engraçado a parte do “faço loucuras na cama.”  − Eu me garanto, Victor. Só não te provo porque sou macho.  Essa frase soou como uma flecha atravessando meu corpo. Sabia que não deveria me sentir assim.  − Victor?  − Vai curtir sua noite!  − Por que falou dessa forma comigo, Victor?  Saí da sala sem respondê-lo.  Que m***a está acontecendo comigo? Eu nem deveria estar me importando com o b****a e egocêntrico do Arthur.  Mas eu estava..    
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