Malpasso era pequena demais para que a justiceira não demorasse para encontrar Ziggy. E ele estava louco para ser encontrado. A bem da verdade, circulou de moto pelo vilarejo se deixando ver por todos e, obviamente, a dita cuja o viu. Então ele parou a Suzuki, na única avenida do centro, diante do Beijo da Samara e os demais estabelecimentos e saiu da moto. Do outro lado da rua, onde poucos veículos e cavalos trafegavam àquela hora da manhã, postava-se a mulher vestida no sobretudo tão longo quanto o dele, usava o chapéu de vaqueira que lhe sombreava o olhar obstinado, a feição talhada numa carranca zangada, os braços soltos ao longo do corpo como que preparados para sacar a arma do coldre na cintura a qualquer momento. Dava para ler os pensamentos da justiceira e eles estavam todos ali,

