Ziggy chegou atrasado para o jantar, mesmo que não jantasse ou se importasse com qualquer tipo de convenção. Trazia no olhar a ternura de flores de aço e nos lábios, as palavras que pulavam coloridas. Ele estava amando, um estado de plenitude que lhe escapava da lógica racional, mas, p***a, ele não era um androide, que se fodesse a lógica e todo lixo mental. Puxou a cadeira sem deixar de encarar a sua loira ferida, a mulher da sua vida, e diante dela se pôs. Intuía que sempre seria assim, se pôr diante dela, reverenciá-la ou apenas derrubar os entulhos que lhe obstruísse o caminho. O mercador, por exemplo. Caso ele não se comportasse de acordo, seria decapitado. — Como vai, Miranda? — perguntou, paquerando-a. — “Como vai, Miranda?” Ouviu o deboche de Jenko e, sem deixar de admirar a s

