Cinco:

1041 Words
Por Vitória: Depois que Levi me deixou em casa eu fui pro meu quarto deixar as minhas coisas. Depois desci pra almoçar. Estava faminta,não tinha comido nada ainda. Nem o lanche da escola eu não senti vontade em comer. Quando chego na mesa,não olho pra nenhum dos dois.Sento no meu lugar e coloco um pouquinho de cada coisa que eu gostava de comer. Começo a comer em silêncio. Sem olhar pra ninguém. —Como foi na escola hoje filha?—meu pai quebra o silêncio. —Normal.—me limito a dizer. Ouço seu suspiro. Hoje eu não estava afim de conversar com ele,ainda não esqueci o fato de eu ter que me casar com um cara que eu nunca tinha visto antes. —Você vai ficar chateada comigo querida?—Ele quebra o silêncio novamente. —Eu ainda não aceitei a ideia de que vou me casar com um completo estranho.—digo o olhando agora.—Acha que é fácil pai?Do dia pra noite saber que vai casar? —Eu sei que é difícil,mas é o seu destino.—diz,e ele não sabe nada sobre destino. —Vocês escolheram isso pra mim,não fui eu.—digo ríspida.—Estão me jogando pra cima de um homem que eu nunca tinha visto antes. Meu pai olha nos meus olhos e logo depois abaixa a cabeça. —Pois trate de aceitar que vai casar com o Alcântara.—agora minha mãe diz com raiva.—Não tente lutar contra isso garota.Aceite de uma vez que não vai demorar pra se casar. Eles falam como se fosse tão fácil. Será que se esqueceram a idade que eu tenho? Aquela homem deve ser bem mais velho que eu,não que idade importe em alguma coisa. —Eu não vou discutir com vocês dois em relação a isso.—suspiro derrotada.—Saibam que eu vou ter um casamento infeliz,não amando meu futuro marido,e vocês são os responsáveis. —Você vai ter dinheiro garota,o que mais pode querer.—diz minha mãe sorrindo.—Irá poder comprar tudo que quiser,um marido rico pra te sustentar. —Acha que tudo é dinheiro?—digo a olhando incrédula.—Já parou pra pensar que eu não quero ser sustentada por homem nenhum,nem que me importo de está casada com um homem rico? —Acha que é uma pura samaritana,que quer fazer tudo certinho.—zomba de mim.—Sei que vai adorar não fazer nada o dia inteiro,recebendo tudo nas mãos. —Saiba que eu não vou depender dele,eu ainda vou atrás do meu sonho,sendo casada com ele ou não.—me levanto da cadeira irritada.—Eu quero ter o meu dinheiro,independentemente dele ser rico ou não. —Para de ser sonsa garota.—minha mãe diz também irritada.—Não precisa bancar a sonsa agora. Saio da mesa sem dizer nada. Vou pro lado de fora do Jardim. Fico sentada em cima das minhas pernas e fico encarando o céu.Encaro as nuvens,imaginando figuras que pareciam se formar e depois se dispersar no céu. Queria ir na casa da Becca,e ficar uns dias lá com ela. Talvez eu esquecesse essa minha realidade conturbada. Perco a noção do tempo. Não faço questão de olhar no relógio pra ver que horas são. Se fosse possível eu nem queria ficar em casa. Não quero olhar na cara dos meus pais tão cedo,eles parecem não perceber o que estão fazendo comigo. Mas nem tudo é como eu quero. E eu não tenho outra opção,a não ser voltar pra dentro de casa. No relógio de parede marcava duas horas da tarde. Fiquei quase duas horas lá fora. Estou indo em direção a cozinha,quando meu celular começa a tocar. Um número desconhecido. Eu não atendo,finalizo a chamada. Mas a pessoa é insistente,então decido atender. —Alô?—atendo formal,afinal não sei de quem se trata. —Oi noiva.—é o Levi.—Porque não me atendeu antes? —Eu ia saber que era você?—Eu ia deixar era tocar,nem ia me dá ao trabalho de atender.—Ia deixar tocando,até quando você cansase. —Já sabe que sou eu,então salve o meu número.—diz mandão. —Ligou pra que mesmo?—pra falar comigo é que não foi. —Hoje a noite temos um jantar pra irmos.Esteja pronta as 20 horas,irei te buscar.—ele nem pergunta se eu quero ir. —Que tipo de jantar?—eu não quero ir,essa é a verdade. —Na casa dos meus pais.—diz com naturalidade.—Já confirmei que você iria. —E nem pensou em me perguntar antes?— Pergunto.—Não sabe se vou aceitar ou não. —Eu estou dizendo que vamos.Não perguntei se você quer ir ou não.—é grosso.—Estou dizendo que vai. —Ok então.—concordo.—Não tenho o que fazer. —Te vejo então.—ele diz rouco.—Esteja linda essa noite,noiva.—diz e finaliza a chamada. Eu suspiro. Não quero ir na casa dos meus futuros sogros,mas como ele disse,não estou em posição de impor nada aqui. Procuro por Nina-ela que cuidou de mim quando eu era criança,e até hoje-mas não a encontro em lugar nenhum. —Estava falando com quem?—escuto a voz da minha mãe. Ela estava ouvindo a conversa? —Levi.—digo apenas,sem dar detalhes.—Vou sair hoje a noite. —Com ele?— Ela pergunta em expectativa,eu concordo com a cabeça.—Aproveite menina,o seduza. —Eu não vou seduzir ninguém,eu não sou assim.—ela parece não gostar da minha resposta. —Sabe que vai ter que se deitar com ele.Estarão casados,ele tem direito.—até parece que tem. —Ele não tem direito nenhum sobre mim.Vamos assinar uma certidão de casamento,não um papel da minha compra. —Ele possui desejos sua idiota.—sua voz aumenta a entonação.—Acha que ele não vai querer satisfazer os seus desejos? —O problema é dele,não meu.—dou de ombros.—Não estou casando porque quero,e vocês sabem muito bem.Agora me dê licença. Passo por ela e vou pro meu quarto. Não vou sair mais,só na hora de ir pra esse jantar com meus futuros sogros. Que m***a!
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