Natalie narrando Quando eu abri a bolsa e comecei a procurar a habilitação, minhas mãos estavam tremendo tanto que até a luz da blitz parecia tremer junto. O policial ficou ali me encarando, braço apoiado na janela, aquela postura de quem se acha dono do mundo. Ele olhava pra dentro do carro como se meu suspiro já fosse motivo pra mandar revistar tudo. — Achei… — entreguei a habilitação, tentando não deixar minha respiração escapar em forma de pânico. Ele pegou o documento com calma, calma demais, daquele jeito que faz a gente querer sumir no ar. Olhou a foto, passou o olhar pelo meu rosto, depois pelo documento do carro. Fez isso duas vezes, como se quisesse me irritar só pelo prazer de ver a minha expressão mudar. — sabe que essa habilitação não é valida aqui né ?. — ele fala arquean

