Mago narrando Eu tava fodido de ódio. Ódio daquele policial arrombado, ódio do jeito que ele olhava pra Natalie, ódio desses filhos da p**a que se acha só porque usa uma farda. Se eu pudesse ter saído do porta-malas naquela hora, eu juro por Deus que eu tinha arrancado aquele sorriso torto da cara dele com um soco só. Ou um tiro bem no meio da testa, pra ele aprender a nunca mais olhar pra ela daquele jeito. Mas não deu. Engolindo a própria raiva enquanto escutava cada palavra que aquele merda falava pra ela. Quando ela deu o sinal, eu saí do esconderijo igual um animal acuado: rápido, tenso, com o sangue fervendo. Pulei pro banco da frente ainda ajeitando a roupa, e a situação só piorou quando senti meu coração batendo no pescoço. Minhas mãos tremiam, e eu nem sabia se era mais pela

