Mago narrando Eu sei que aquele soco foi merecido. Doeu? Doeu. Mas foi justo. Principalmente porque, se tem uma coisa que o chefe sempre bateu na tecla desde que eu virei homem, foi transparência. Jogo limpo. Olho no olho. E eu falhei nisso. Eu devia ter chegado nele desde o começo, sentado, falado a real, passado a visão completa. Não feito do meu jeito, achando que dava pra resolver tudo sozinho. Só que, no fim das contas, apesar do murro, da tensão e do clima pesado, tudo terminou da melhor forma possível. Ele entendeu. Entendeu que eu não consigo ficar longe da mandada, que aquilo ali não é só momento, é vida, é responsabilidade. E quando o chefe entende, é como se um peso saísse das costas da gente. Fiquei felizão, de verdade, quando a dona Tânia comentou que os dois estavam juntos

