Índio narrando Acordei com um incômodo chato na barriga, uma pontada que subia até a costela cada vez que eu respirava fundo. Me virei devagar, achando que ia estar sozinho no quarto, mas a primeira visão do meu dia foi a Nayara sentada na cadeira, me encarando como se fosse dona de mim. — Tu ainda tá fazendo o que aqui, car.alho? — minha voz saiu arrastada, mais irritada do que eu tinha planejado. Ela ajeitou o cabelo pro lado, fazendo aquele drama que só ela sabia fazer. — Eu já disse que quero cuidar de você, Índio. — respondeu toda manhosa. — Só vou embora quando souber que você tá bem. Se quiser uma enfermeira particular, eu posso ser também. Você sabe que eu comecei a fazer faculdade de enfermagem, né? Revirei os olhos. — E se formou? — perguntei, mesmo sabendo a resposta. Ela

