Apesar de seus dezessete anos, Luiza e muito madura e centrada para sua idade.
Depois de Kalel explicar seu relacionamento familiar, Luiza se acalmou. Mas sabia que sua união com ele não seria tão simples.
- Eu te amo muito Lulu. Não vou abrir mão de você. - Deu um beijo apaixonado e foi levá-la para casa.
Alguns dias depois Kalel foi para casa. Dirigindo seu carro popular, parou em frente a enorme casa de três andares.
Seu irmão o cumprimentou logo na chegada.
- Aí, esse carro conseguiu te trazer até aqui?
Sorrindo veio dar-lhe um abraço.
- Universitário e tudo duro. Só tem carro básico.
- Você é bonito cara, se tiver um carro melhor vai pegar mais gatas.
Brincou dando uma piscada.
- Já peguei a minha.
- Não é a, e as. Aproveita essa fase, depois vai sentir falta.
- E para valer mano. Essa é para casamento, quero passar o resto da vida com ela.
- Tem que me contar essa história, você só tem vinte e dois anos cara. esta muito cedo para se amarrar.
Enquanto fala, suas mãos bagunça os cabelos do irmão como se fosse uma criança.
- Que bom que está aqui filho. - A voz de sua mãe soou saindo da mansão.
- Oi mamãe!
- Bem vindo ! Fez boa viagem?
- Tudo tranquilo.
Abriu o porta malas e tirou a mochila.
- Venha, seu pai está em uma chamada com a empresa. Deve estar terminando.
Ao entrar na luxuosa sala, seu pai está descendo as escadas para o receber.
- Que bom que veio Kalel.
- Oi papai, como está?
Deu um abraço, enquanto o pai torcia os olhos para as roupas que usava.
- Suas roupas são uma vergonha. Vá vestir algo descente antes que seus tios cheguem. Está parecendo um mendigo.
Kalel usava roupas próprias para universitários. Jeans de boa qualidade. Porém não de marca exclusiva. E logo na chegada seu pai já o critica. Isso o deixa muito chateado.
- A roupa não faz o homem.
Sentou no enorme sofá de forma descontraída e olhou em volta. A sala e muito grande e luxuosa, com mobília e lustre que Kalel sempre achou muito exagerada. Um apartamento popular era menor que a sala.
- Está chegando a hora de voltar para casa e começar a se preparar para ocupar seu lugar no grupo Montenegro.
- Aceito uma água, dirigi sem fazer uma única parada. - desconversou sem dar atenção ao pai.
A mãe rápida chamou a empregada para servir-lo.
Logo mudou de assunto para evitar que pai e filho discutissem.
- Como anda a faculdade?
- Acho que dá para passar.
- E Já tem a data da formatura?
- Tem, mas não vou participar.
Sua mãe olha para ele como se cometesse um crime.
- Porque não?
- Não gosto de formatura.
Na verdade não queria levar a família e todos descobrirem que eram ricos. Isso atrapalharia seus planos.
- Bom, vou para o meu quarto. - Se levantou para encerrar o assunto. - Vem comigo Kaleb?
- Claro, vai que precisa de ajuda no banho.
Kalel deu um soco no irmão e sairam rindo.
Os dois ficam no quarto conversando por muito tempo, sem ver a hora passar.
Os parentes começam a chegar e Miranda sobe para chamar os rapazes, para a porta e quando pensa em bater escuta a conversa.
- E a única mulher por quem me interessei de verdade. Gostosa pra c*****o. Foi amor a primeira vista.
- E quando vou conhecer a cunhada?
- Por enquanto não vou apresentar ela a família. Mas se for me visitar te apresento.
- Deixa comigo. se for gata mesmo te passo a perna.
- Sem chances, você não faz o tipo dela. - Joga a toalha no irmã. - E você esta sozinho?
- Na verdade estou me intendendo com a Lídia. Vamos ver o que vai dar.
- Cara a mulher e chata pra c*****o, você e doido mesmo.
- Então o jeito e te passar a perna.
Eu estou louco para conhecer cunhada.
Miranda ficou aborrecida, tinha planos para casar o filho com uma das filhas de um rico empresário. Esteve recentemente com ele em Lagos e ele não apresentou a ela a namorada, então com certeza era grande coisa.
Entrou em seu quarto e ligou para sua assistente.
- Investigue uma tal Luiza, a namorada de Kalel em Lagos. Quero saber tudo o mais rápido possível.
Voltou como se nada houvesse acontecido e chamou os filhos para descer.