capítulo 77

1018 Words

Zóio narrando A cabeça parecia que ia explodir. Abri os olhos devagar, sentindo a boca seca, o nariz ardendo e o corpo inteiro pesado por causa da mistura de bebida, pó e raiva. Fiquei alguns segundos encarando o teto do quarto sem entender p***a nenhuma… até as lembranças da madrugada começarem a voltar igual um soco na cara. A Rafaela. O Talibã. O baile. O sangue. Na hora sentei na cama rápido demais e a tontura veio forte, fazendo minha visão escurecer por alguns segundos. — Cäralho… — passei a mão no rosto, respirando fundo. Olhei o relógio em cima da cômoda e vi que já era quase seis da noite. Seis da noite. Dei um pulo da cama na mesma hora. — PÜTA QUE PARIU! Eu tinha perdido o recolhe da manhã, o do meio-dia, a contagem da carga e ainda tinha a p***a da contabilidade do bail

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