Fernanda narrando Eu já tinha terminado praticamente tudo. A casa estava limpa, organizada, cheirando a produto de limpeza e silêncio. Um silêncio estranho, pesado… daqueles que parecem esconder alguma coisa. Eu passei o pano pela última vez na mesa da sala e depois comecei a tirar o pó dos móveis, tentando manter a cabeça ocupada. Porque quando eu paro… eu penso. E pensar, ultimamente, não tem sido uma boa ideia. Principalmente quando envolve ele. Principalmente depois do que aconteceu. Respirei fundo, subindo na ponta dos pés pra alcançar a parte de cima da estante, quando ouvi a porta abrir. O som ecoou pela casa inteira, me fazendo virar automaticamente. Ele entrou. O Talibã. Com um monte de papel na mão. O jeito que ele entrou… não era como sempre. Tinha alguma coisa diferente. O

