Zóio narrando O peito da Rafaela já não subia mais. E aquilo fez um silêncio estranho tomar conta da casa. Fiquei parado olhando pra ela caída no chão por alguns segundos, tentando entender em que momento tudo saiu tanto do controle. Meu peito subia pesado por causa da droga, da raiva e da adrenalina. As minhas mãos ainda tremiam. Cheias de sangue. O rosto dela tava completamente destruído. Respirei fundo passando a mão pela cabeça. — Cäralho… — murmurei rouco. Eu não podia deixar aquela merda ali. Não podia. Me aproximei dela devagar e agachei na frente do corpo. Encostei os dedos no pescoço dela mesmo sabendo que já era tarde demais. Gelada. A filha da püta tava gelada. Fechei os olhos por alguns segundos tentando pensar direito. Mas minha mente tava um caos. O pó ainda queimava

