Ele tinha um irmão policial, mas eles nunca fomram próximos. Ele vive dizendo que o irmão se achava melhor que ele por ter a profissão melhor igual ele dizia. As coisas não estavam fáceis e eu sempre pensava em ir embora, mas sempre que ele aparecia com uma caixa de chocolate, ou então uma flor ou presentes eu sempre desistir. E eu… continuei presa naquela vida. Até o dia que tentei ir embora. Foi a pior surra da minha vida. Ele me bateu tanto que achei que fosse morrer. Lembro do gosto de sangue na boca e da sensação de desespero enquanto ele gritava dizendo que eu nunca ia sair dele. Depois disso as agressões viraram rotina. Qualquer coisa era motivo. Um copo fora do lugar. Uma resposta atravessada. Um olhar. Tudo terminava em pancada. E eu fui morrendo aos poucos. Até aquela noite

