Capítulo 7

762 Words
Beatriz O PH é insistente e não sabe receber um não, pensa que sou boba para cair no papinho dele de bom amigo. Enquanto matizava o cabelo dele ia pensando na mãe do nojento do meu pai, sei que a velha não tem culpa de ter colocado um filho assim no mundo, mas criei raiva dela mesmo assim, nunca parei para pensar nisso e se o Godinho é neto dela, ela só tem um filho, não pode ser... Bia: MÃE? — Grito em choque. Cláudia (mãe): Calma filha — ela sabia que eu descobri agora, me olhava preocupada e eu negava com a cabeça — Vai pra casa e não fala com ninguém e nem pra ninguém, vou te contar assim que chegar em casa. Bia: ELE NÃO PODE SER MEU IRMÃO — gritei desesperada e corri para fora daquela casa, deixei PH com o matizador no cabelo e sai correndo para fora do morro. Caminhei sozinha até chegar na praia, estava bem distante do morro e só com o meu celular que tocava o tempo todo. As vezes acho que vivi uma mentira e a minha mãe que eu sempre contei tudo, confiei a minha vida nela, é simplesmente a mais mentirosa da história toda. Ela poderia ter falado para a minha vó e para o meu irmão sobre mim, mas quis me ter só pra ela, e eu cega de ódio por tanto tempo não vi o que estava na minha cara, meus avós faleceram eu tinha 12 anos e depois disso virou uma bola de neve porque Godinho tá aqui no morro desde novinho, eu lembro dele, mas nunca vi o seu pai. Acredito que os dois fomos abandonados e agora não sei o que fazer… Oi estranha — PH disse me assustando e se sentou do meu lado na areia Bia: Pode ir embora? Quero ficar sozinha! PH: não vai dar. Sabe que vão ter que conversar e ele vai ter que saber né? — disse e fiquei em choque Bia: O que tu sabe sobre isso? PH: Levei poucos minutos para perceber, tá ligada que tu fica toda tensa com a dona Joana e a tua mãe falou baixinho umas paradas que me liguei quando tu ficou paradona e quando gritou a ficha caiu… — me olhou sério e suspirou — ele e velha ficaram lá sem saber o que tava rolando quando tu correu, e a tua coroa saiu atrás, mas, falei com ela e disse que eu resolvia enquanto ela conversava com eles. Agora se ela contou ou não, nós vai saber quando chegar lá tá ligada? — assenti com um gesto de cabeça e levantamos da areia Bia: Tenho raiva dele — ele me olhou sem entender — do meu pai, o desgraçado não quis ficar comigo e com minha mãe, largou a gente falando que era impossível ser filha dele, me viu anos depois e era a cara dele, veatrás, masmas, a minha mãe não quis ele perto porque ele tava no exército, iam matar ele... Minha mãe foi tão ingênua — neguei com a cabeça já perto da moto dele, que parou me olhou antes de segurar minha mão. PH: Teu pai foi informante pro morro lá no exército, na época iam fazer operação para pacificar o morro e ele se infiltrou lá quando fez 18 e ia servir, ele morava no morro, quando foi pro asfalto tu acha que quem bancava ele? Era o tráfico. Já sabe disso né? — perguntou Bia: Mais ou menos, nunca quis saber dele e até hoje evito, me causou muita dor ter que ficar sem um pai porque ele preferiu outra família dele... PH: escuta a história do Godinho, ele não tem culpa e muito menos a vó de vocês... Vou tá contigo nessa, bora? Bia: Bora! riu e me puxou para moto, fomos pro morro rápido e descemos na casa do Godinho. Tava morrendo de vergonha pelo jeito que sai dali, entrei de cabeça baixa e parei ao escutar Cláudia (mãe): Filhaaa, desculpa meu amor... — tentou me abraçar Bia: Não encosta em mim! — empurrei ela e a encarei — Vou conversar com eles primeiro, em casa a gente conversa não foi isso que tu falou? — soei grossa e ela me olhou chorando, mas saiu Bia: Desculpa a ceninha da minha mãe, quero falar com vocês... se importa de me contar a tua história Godinho? — perguntei me sentando num sofá sozinha, eles estavam numofá maior perto um do outro, dona Joana chorava e Godinho estava sério assim como eu, mas assentiu...
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