Gabriel narrando O tempo passou voando e a boca seguia na mesma batida. Movimento indo e vindo, vapores na função, os olheiros de olho, como tem que ser. Eu e Vini ainda távamos encostados no escritório trocando ideia, só resolvendo umas papeladas e vendo se algum B.O. novo aparecia. Foi aí que a porta abriu com tudo e Léo entrou bufando, a cara fechada como se tivesse engolido um tijolo. — Qual foi, irmão? — Vini já soltou, segurando a risada. — Perdeu o ônibus? — Vai tomar no c*, Vini. — Opa! Que isso, paizão. Tá sensível hoje? Eu olhei pro Léo e não aguentei. Comecei a rir também. — Deixa eu adivinhar… Manu não foi almoçar contigo? Ele bufou alto e jogou o boné na mesa. — Cês acham engraçado, né? A mina diz que o salão tá cheio e que vai virar até a noite. Falou que "não dá pra

