Gabriel narrando… Saí da casa da Vanessa ainda com o gosto do brigadeiro nos lábios e aquele perfume dela grudado em mim. A madrugada tava fria, mas isso nunca me incomodou. Subi na Hilux e liguei o motor, o ronco potente cortando o silêncio da rua. Tinha umas pendências pra resolver, e uma delas era conversar com o pai da Manu. O homem tava fazendo um bom trabalho como motorista dos caminhões e eu queria acertar uns detalhes sobre as próximas cargas. Desci a ladeira em direção à casa deles, uma construção simples, mas bem organizada. Quando cheguei, encostei o carro na calçada e bati na porta. O pai dela abriu, me cumprimentando com firmeza. — Fala, seu Jair. Tá tudo certo? — perguntei, apertando a mão dele. — Tudo sim, chefe. Entra aí, fica à vontade. — ele se afastou, dando espaço p

