Gabriel narrando O quarto tava no mais absoluto silêncio, só o ar gelado preenchendo o espaço. Eu já tava apagado, abraçado nela, quando o chiado do rádio me acordou. Aquela voz metálica estourou no ambiente, chamando meu nome. — “Gabriel… posição confirmada… retorno imediato.” Abri os olhos na marra, ainda pesado da madrugada, mas já no automático. Levantei devagar pra não acordar a Vanessa, mas ela mexeu o corpo e resmungou baixinho. — Amor… o rádio? — a voz dela veio sonolenta, rouca. — É, gata… já é quase meio-dia. — conferi o relógio, esfregando o rosto. — Vamo levantar, bora almoçar. Depois preciso subir pra boca, resolver uns bagulho. Ela abriu os olhos devagar, se espreguiçou nua em cima da cama, coberta escorrendo pelo corpo. Linda. Sorriu daquele jeito preguiçoso que sempre

