Gabriel narrando Cheguei em casa ainda com o sol rachando. A caminhonete parou certinho na frente e eu desci devagar, já pensando como ia contar pra Vanessa sobre a ideia maluca da Ester. Subi os dois degraus e empurrei o portão, sentindo aquele cheiro familiar da nossa casa. Assim que entrei, vi ela sentada no sofá, com o cabelo preso de qualquer jeito e mexendo no celular. Pés descalços, shortinho jeans, blusa preta… e aquela cara de quem tava totalmente à vontade. — Fala, gatinha… — soltei, jogando a chave em cima do balcão. — Cheguei com novidade. Ela levantou os olhos do celular e deu aquele sorrisinho de canto. — Sei até qual é. Franzi a testa. — Como assim, sabe? Nem falei nada. — Aham… — ela mostrou a tela do celular, e no topo tinha uma conversa aberta. — A Ester me mandou me

