Gabriel narrando Eu não sou de perder o sono fácil, mas naquela manhã minha cabeça parecia uma panela de pressão prestes a explodir. A cena de Rayane no banheiro ainda queimava na minha memória, não porque eu tivesse dado a******a — longe disso — mas pela audácia dela. Era questão de tempo até ela inventar alguma gracinha, e eu não ia deixar chegar nesse ponto. Abri a porta do quarto e o barulho da casa me acertou: vozes femininas se misturando na cozinha, cheiro de café fresco, talheres batendo. As meninas riam de alguma coisa, mas quando me viram passando, o riso diminuiu. — Bom dia, Gabriel — disse uma delas. — Dia — respondi seco, sem parar. Nem pisei na cozinha. Se eu ficasse ali, ia acabar olhando torto pra Rayane e ia ser pior. Peguei a chave da Hilux, fechei a porta atrás de m

