Gabriel narrando O relógio marcava pouco mais de três da manhã quando fui despertado por um barulho ensurdecedor de tiros e foguetes explodindo lá fora. Me levantei de um salto, os sentidos em alerta. Vanessa acordou assustada, se sentando na cama. — O que tá acontecendo, Gabriel? — ela perguntou, os olhos arregalados. Eu não respondi de imediato. Caminhei até o canto do quarto, onde estava o cofre embutido na parede, escondido por um painel falso. Coloquei a senha rapidamente e abri a porta de aço reforçada. Lá dentro, uma metralhadora M4 bem equipada, carregadores, pistolas e um colete à prova de balas. Peguei tudo sem hesitar. — É invasão. — falei firme, encarando os olhos preocupados de Vanessa. — Não quero que você saia da casa enquanto eu não voltar, entendeu? — Mas… — ela começ

