Vanessa narrando A madrugada chegou mais uma vez, e como todas as outras noites, eu m*l consegui dormir. O quarto coletivo estava silencioso agora — algumas das meninas dormiam, outras apenas fingiam. Cada uma com seus fantasmas, seus planos inacabados, sua vontade de fugir. E eu... bem, eu já não aguentava mais só esperar. Gabriel me ensinou a pensar frio. Me ensinou a ser forte quando tudo ao redor desmorona. E agora era a hora de provar que aprendi. Sentada na beira da cama, com os cotovelos nos joelhos e os olhos fixos no chão de cerâmica branca impecável, comecei a desenhar mentalmente cada passo. A movimentação dos seguranças, os horários, as câmeras, as rotas que Otávio fazia ao entrar e sair, as palavras que ele deixava escapar sem perceber. Eu ouvi tudo. Observei tudo. Eu prec

