Vanessa Narrando A sala parecia sufocante. Meu peito apertava, como se algo estivesse me esmagando por dentro. Aquelas palavras, os olhares cruzados, o veneno da Raiany se espalhando no ar como fumaça tóxica... eu não conseguia mais. Sem dizer mais nada, apenas virei as costas. Meus passos ecoavam pesados no chão da boca. Eu precisava sair dali. Precisava respirar. Pensar. — Vanessa! — ouvi a voz do Gabriel me chamar, e antes que eu alcançasse o portão, ele me segurou pelos braços. Me virei devagar, ainda com os olhos cheios d’água. — Não sai fora do morro, por favor — ele disse, com a voz baixa, quase suplicando. — Fica aqui… qualquer coisa que você quiser, eu resolvo. Mas não sai assim. Olhei pra ele, firme. Meu coração quebrado gritava, mas minha boca foi mais fria. — Eu só quero

