Gabriel Narrando Eu ainda tava com ela nos braços, respirando aquele momento como se o tempo tivesse parado. A testa dela encostada na minha, os olhos fechados, como se estivéssemos nos segurando pra não cair de novo num abismo de saudade. A boca dela ainda quente da nossa troca, o corpo encaixado no meu, e aquele silêncio que só existe quando duas pessoas finalmente se entendem… foi quando a porta se abriu com tudo. — ÊÊÊÊ, casal do ano, bom dia! — a voz escandalosa do Vini cortou o clima como uma navalha no meio da alma. Vanessa se afastou num susto, ainda com as mãos no meu peito, e eu virei com o olhar mais assassino que consegui, já sabendo que era ele. Só podia ser. — VINI, c*****o! — rosnei. — Bate na p***a da porta, irmão! Ele cruzou os braços e encostou na beirada da porta c

