Vanessa narrando Meus olhos ardiam. Ainda estava tudo embaçado, confuso. O carro parou de repente e, quando abriram a porta, me puxaram com brutalidade. Me jogaram para dentro de um lugar escuro, abafado, com cheiro de mofo e paredes m*l rebocadas. Eu sabia exatamente o que era: uma casa de contenção. Olhei ao redor com atenção. Era um cômodo pequeno, sem janelas, apenas uma fresta na parte de cima da parede que deixava um fiapo de luz entrar. Tinha uma cama de solteiro, um balde no canto e uma cadeira encostada na porta. O chão de cimento estava sujo, mas a primeira coisa que fiz foi me sentar, com a cabeça erguida. Eu precisava pensar. Precisava respirar. Não podia me entregar ao pânico. “Calma, Vanessa. Respira. Pensa.” Meus batimentos estavam acelerados, mas minha mente tentava bus

