Gabriel narrando... A caminhonete preta subia a viela com os faróis cortando o breu da noite. O som do baile já estourava lá de longe, e os fogos de artifício estouravam no céu, anunciando que o movimento tava pesado. Eu estacionei num canto mais reservado, desliguei o motor e desci ajeitando o boné. Dois dos meus seguranças vieram logo em seguida, cumprimentando com um aceno firme de cabeça. — Tudo tranquilo por aqui? — perguntei. — De boa, chefe. O Léo tá no camarote com as meninas. Assenti e segui pelo corredor lotado, cumprimentando alguns parceiros pelo caminho. A fumaça de narguilé misturada com o cheiro de bebida forte tava no ar. Os lasers cortavam a escuridão, iluminando o chão de concreto sujo e cheio de garrafas espalhadas. Subi os degraus pro camarote devagar, olhando em v

