FRANCO NARRANDO Quando entrei no banheiro e me olhei no espelho, quase tive um ataque apoplético. Eu estava de maria-chiquinha no topo da cabeça, minhas bochechas tinham bolas vermelhas enormes, minha boca estava coberta de batom vermelho e tinha estrelinhas de batom na minha testa. Minha camisa não estava muito melhor do que minha cara. Aqueles pirralhos sem modos desenharam sóis e nuvenzinhas por todas as partes. Olhei para Sophia com os lábios cerrados, pronto para esganá-la, todavia, ela me surpreendeu pegando papel e passando no meu rosto. O que me deixou desconcertado foi vê-la na ponta dos pés, segurando meu queixo enquanto limpava a obra de arte dos catarrentos daquele lugar. Sophia não parecia notar que eu não tirava os olhos dela, ou então fingia muito bem, pois, ela continuava

