Azul, dita cor que acalma, uma cor suave e delicada que lembra o toque leve das águas de um rio sobre as mãos de uma criança, o céu azul do nordeste durante dias quentes com nuvens. Ah sim, o azul era uma cor linda, mas apesar de também ser uma cor que era de meu agrado, acabou se tornando uma cor do meu pesadelo. Mamãe me deixou sozinha na praça com Joaquim, o que me fez engolir saliva e endurecer meu corpo. Sozinha era perigoso ir para casa, mas pior era andar com ele. — O que foi, Sandra? Ele perguntou me olhando, franzindo as sobrancelhas e se aproximando mais de mim. Imediatamente dei dois passos para trás e ele ficou quieto, mas abriu um sorriso no rosto e riu. — Eu não gosto de você. Fui direta em minhas palavras, acreditei que meu olhar revelasse toda minha repulsa. Mas, ele co

