Henrique.
Todo mundo sabe que depois que minha casar ela vai morar com Caio, e juro, tô torcendo pra esse dia chegar logo por que não aguento mais Letícia vim com Caio toda vez pra minha casa.
Ontem no caso foi o natal e a casa acordou em ritmo de festa.
Quem começou? Maria.
- bom dia irmãozinhooo! - vejo Maria abraçar o mesmo por trás e ele retribuiu o abraço logo depois.
Matheus e eu estávamos sem camisa e talvez por esse motivo as mulheres estavam olhando pra gente.
Todas elas aliás.
Maria já começou o dia no sorvete e deixei, estava um pouco cedo ainda e depois iríamos na padaria e mercado.
Subi pra colocar uma roupa. Malu ainda dormia na minha cama.
Escovei os dentes e lavei o rosto, indo colocar uma blusa.
Malu acordou assustada.
- calma... Tudo bem? - era tipo um pesadelo.
- tudo é que.. ele.. ele tava...
- tudo bem, não precisa explicar. - a toquei.
- cadê a Maria? - sorri.
- já levantou, quer descer e tomar sorvete também? - ela sorriu fraco até concordar.
Bom, deixei Malu fazer suas necessidades matinais sozinha e dei uma escova de dentes nova pra ela e avisei que o guarda-roupa da Maria poderia ser escolhido por ela.
Ela teve um pesadelo e fiquei curioso de saber sobre oque foi mas é melhor fazê-la esquecer disso rápido.
Aí desci mas não vesti a camisa ainda.
Estava na geladeira pegando um suco quando sem querer bati em alguém.
- opa, desculpa. - tinha muita gente na cozinha.
- foi nada eu que.. estava no caminho. - era Letícia... Ela olhou pro meu abdômen e braço. - oque isso? - me tocou e eu olhei pro meu braço na altura dos ombros.
Por dentro lembrava dos gemidos da Maria e eu a segurando com força enquanto metia nela sem dó, mas por fora só dei de ombros.
- alergia. - ela só levantou as sombrancelhas bem rápido.
Depois não trocamos mais olhares e nem palavras por que Maria me atraiu mais do que Letícia.
Óbvio.
- você tá muito gostoso. - saiu alto mas ninguém ouviu.
- tu também. - ela usava pijama mas nada que não conseguisse imaginar...
Quando Malu desceu, usando um short jeans da Maria que ficou meio largo e uma blusa normal, Maria começou a falar "você nem me esperou pra se vestir", "eu ia te acordar com sorvete na cama".
Eu sorri de felicidade e mais ainda por achar Maria fofa.
Os homens da casa se reunirão pra ir buscar o café mas no fim foi Pedro, Álvaro e Caio de carro até a padaria. Pedro mostraria o caminho e segundo minha mãe "fiz uma lista com um pouco de cada coisa que todo mundo gosta".
Ok né.
Novamente...
- meu filho, pega uma roupa emprestada da Maria pra Letícia.
Sentia ódio da minha mãe.
- Letícia. - chamei e ela se virou vindo até mim. - vou te levar lá com as meninas. - ela concordou e subimos pro quarto.
Maria Clara.
Eu ri da Malu.
- mor. - olhei pra porta e daddy estava com... Letícia. - pode emprestar uma roupa pra ela? - que bom, daddy nem olhava e eu via sua cara de quem não tava gostando.
- uhum. - fui educada por que ontem ela estava legal.
Letícia entrou com vergonha no quarto e daddy fechou a porta.
Provavelmente Pri não ia precisar de roupas por que seu vestido não era igual os nossos de festa, ele era normal.
- você quer um vestido ou uma roupa normal? - ela se aproximou até o guarda roupa quando abri a porta do mesmo. - aqui tem short, aqui blusas... Vestidos... Essas são calças e essa parte é toda de roupa de frio. - estava tudo bem dobradinho.
- se não se importar, posso pegar esse short? - concordei normal.
- pode, aqui tem blusas. - sorri.
Ela pode ter feito coisas erradas, mas parecia estar se redimindo... Por enquanto.
Bom, eu voltei a comer meu sorvete e Malu estava sentada em cima da cama olhando atentamente pra Letícia enquanto ela tirava o vestido.
- Letícia. - disse Malu mas eu estava comendo. - alguém te machucou? - olhei pra Malu e depois pra Letícia com a colher na boca.
Letícia tinha a barriga toda machucada.
- eu... Cai. - não.
Não.
Não.
Não.
- e quando você caiu ele te deu socos? - eu só estava quieta e Letícia ficou parada até concordar.
- já resolvi isso, não se preocupa. - Endriw.
Letícia se vestiu mas Malu a chamou até a cama onde ela se sentou após pedir "licença".
Malu disse um papo muito bonito sobre pedir ajuda, a ajuda que ela nunca pôde pedir. Foram tantas palavras vindo de uma adolescente para uma mulher adulta que isso fez Letícia começar a chorar.
Sabe por que minhas roupas serviam nela? Sim, eu tenho corpo mas Letícia tem também mas não é exagerado... Por que ela não está comendo.
Ela disse o tamanho do medo que sente do Endriw por que ele manda caras a perseguirem e liga ameaçando ela, isso a deixa angustiada e sem comer.
Ela falou que na consulta do pré natal, foi avisado a ela que ela precisa comer mais de três refeições por dia e ultimamente Letícia só almoça e janta, ela não sente fome o dia todo pelo medo.
Seu bebê pode nascer bem magrinho ou com problemas.
Eu abracei ela por que senti pena e tudo que saía da sua boca era "meu pai, me sinto protegida com meu pai".
Por isso toda vez que tia Cris convida ele pra vim aqui, Letícia vem também.
Eu sempre pensei que era pelo daddy mas ela estava chorando mesmo.
Depois cuidamos dela, mesmo eu não gostando dela tanto assim.
Malu penteou seu cabelo enquanto eu fazia a maquiagem e ela continuava falando que o amava e que queria uma aproximação, mas estava devendo muita coisa a ele.
E... Letícia foi estrupada a cinco meses... Estava bêbada depois de voltar da casa de uma amiga a pé.
Quem a estuprou foi caçado por Endriw e esse sujeito disse que ela estava se prostituindo e que o ameaçou após o ato dizendo que seu namorado era alguém barra pesada e que ele ia o m***r.
Letícia disse isso chorando, não era verdade nada do que o homem disse.
Então tudo só piorou.
Ela só tem medo. Só isso.
Me troquei também e quando descemos Malu era a única com o mesmo tamanho de pé que eu 35/36 e ela usava um chinelo meu.
Bia emprestou pra Letícia e Pri por elas usarem 37/38 e por não servir nenhum dos meus.
Bia era má com Letícia e acho que sua presença no quarto agora pouco era essencial pra ela entender um pouco da Letícia.
Letícia não era má, só fez coisas erradas.
Os meninos não estavam, só Matheus e daddy.
- serviu nela daddy. - digo na rua com ele em relação ao short que emprestei pra Letícia.
- é novo, deveria ter dado outro. - nem me lembrava, eu só usei ele umas duas vezes.
- tá bom. - me virei pra ele. - vai ter almoço? - concordou.
- a gente tava conversando agora sobre ir pra praia. - abri um sorrisão. - só que no Rio.. - desfiz o sorriso mas isso não me abala mais. - não vai ser perto de nada que a Maria fique triste. - sorri fraquinho. - lembra da casa de praia que ganhei como herança e... - soltei o daddy e comecei a pular.
- férias, férias, férias... Férias em família! - abri a boca me dando conta. Daddy ria. - sim daddy por favor não muda de ideia. - digo rápido e ele ri.
- tá bom, não vou. Quer ir? - concordei animada.
- sim! Eu quero!
[...]
Estávamos tomando café da manhã mas eu não parava quieta. Novamente adultos na mesa e "crianças" no balcão.
- você vai começar de novo? - digo mas Pedrinho não parecia bem. - oque foi? - me virei pra ele.
Ele tava mexendo no meu cabelo quando o xinguei.
- sei lá, não quero ir viajar. - fiquei triste.
- mais vai ser legal... Vamos ir na praia... Terá um quarto só pra você.. - eu acho.
- era a casa do meu pai.
- cala boca Pedro, tu nunca foi lá pra ficar triste assim. - Beatriz era muito insensível.
- vai te fude, tu também não foi, aliás, vinha pro Brasil quando ele tava aqui só pra dar o r**o.
- repete. - Bia se levantou e fez barulho com a colher no prato já que comia a torta.
- ficava dando o r**o.
- eu vou te m***r! - Bia desceu do balcão e eu só senti ela puxar meu cabelo sem querer mas na verdade ela puxou Pedro da cadeira.
- ei, ei, ei, Beatriz! - daddy veio correndo.
Comecei a chorar pela dor da minha cabeça e pelo medo.
- me solta! - Pedro gritava.
- então repete seu merdinha!
Logo tia Cris, Caio, Matheus... Todo mundo e eu?
Sem esperanças da gente ir na praia mais.
Quando o daddy separou os dois, tia Cris colocou eles de castigo, Pedro na sala e Bia no quarto.
Pri foi lá com Pedro e meu pai falar com a Bia.
- não chora. - abracei daddy.
- Bia puxou o cabelo na Maria sem querer. - disse Malu.
- ué? Sem querer? - concordei.
- e.. acabou... A.. a praia? - olhei pra cima por estar sentada e daddy em pé.
- não meu amor, ainda vamos. - me deu carinho. - come tá? - se sentou no lugar do Pedrinho. - come o sorvetinho. - me deu a colher e comecei a comer e soluçar.
- a Maria é muito sensível. - disse Malu sorrindo. - a sua personalidade é bem o contrário da Mariana, ela era má. - sorri. - então tinha a má, você a sensível e eu... Bom, eu tenho medo de tudo. - ri ainda com lágrimas no rosto e daddy fez o mesmo.
Quando me recuperei, daddy ficou me dando conselhos o processo todo, mas quando por fim parei de chorar, ele mandou eu ir fazer algo que amo... Malas!
Sabe por que é a melhor parte da viagem? Por que no carro você leva a bolsa com coisas que separou e daddy sempre compra balas e chicletes pra eu levar. As malas a mesma coisa, você coloca oque quiser!
É muito legal.
Claro, só quem mora aqui fez as malas e antes da gente ir viajar vamos passar na casa de todo mundo.
Pri tá morando com Matheus e eles vão fazer as malas lá obviamente. Depois Caio e Letícia, Malu e meu pai.
Mas Malu me ajudou e pelo que daddy disse "talvez ficaremos lá por mais de uma semana". Ah!
Mas ele falou pra mim fazer só uma mala com as coisas que eu queria por que a outra ele ia fazer pra mim. Meio óbvio que ele vai colocar calça, casaco lá... Coisas assim.
Então tudo bem, só coloquei biquíni e maquiagem nessa mesmo.
[...]
Eu estava no quarto chorando por que daddy me xingou depois de mim ter feito arte com Pedro. Bia e Malu estavam junto também.
Pedro teve a brilhante ideia de sair.
Sim, iríamos viajar hoje e ele não queria ir.
"Já que vamos sair e voltar daqui a mil anos, vamos dar uma volta antes".
Nem avisamos, só saímos.
E Bia, que era pra dizer que estávamos errados, aproveitou pra ir no mercado comprar coisas com seu dinheiro que ganhou de natal do daddy... Que eu não sabia que ia dar presente a ela.
Daddy ficou louco atrás da gente assim como todo mundo e eu não sabia do tamanho da encrenca que isso ia dar.
Aí foi daddy e Matheus atrás da gente de carro e passamos vergonha no estacionamento no mercado com todo mundo olhando daddy xingar a gente.
Eu claro, me acabei em choro enquanto Pedro ficou irritado, Bia se explicava e Malu não dizia nada além de ter sussurrado pra mim "esse foi meu primeiro xingamento, então vou ganhar meu primeiro castigo".
Fiquei com medo.
Aí chegando em casa e todo mundo nos xingava, tirando Pri que se mostrou muito preocupada e nos abraçou e tia Cris que em algum momento disse que achava que tínhamos sido sequestrados.
Mas agora daddy subiu comigo pro quarto e eu chorava ouvindo suas palavras.
- p***a Maria... Quer ir? Vai, mas pra que ir sem avisar? - eu soluçava entre o choro e levei o dedo a boca. - poderia ter te perdido de novo. - se agachou a minha frente, eu estava sentada na cama. - não pensa? Não lembra que Pedro só faz m***a? Que só sabe pensar m***a?... Beatriz também é outra, já tem 19 e fica agindo como criança. - se levantou e fiz cara de má.
- não agimos como criança. - me levantei brava mas fiquei com medo do olhar do daddy.
- tu agiu como criança sim Maria, sair escondido é não ter maturidade pra avisar um adulto... Não ia te proibir se falasse "daddy, vou ali no mercado com Bia, Pedro e Malu tá bom?", Mas não, saíram escondidos, já tava tudo pronto pra ir viajar... p***a amor, como que vou te defender se tu tá errada? - veio até mim e olhei pra baixo. - como vou te proteger e largar a culpa no Pedro se tu tá errada igual a ele? - levantou meu queixo até seu rosto e sua voz saiu suave mas muito desapontada. - poxa amor.. - me soltou e se virou levando a mão até a cabeça mas logo se virou pra mim. - não é querer te proibir... Tenho medo... Te perder, de um carro desgovernado vim na tua direção, assalto, múltiplas coisas. - daddy disse rápido. - sei que isso acontece o tempo todo no mundo todo mas tu tem que me avisar mesmo assim, por que enquanto eu tava aqui igual a todo mundo procurando vocês, fiquei pensando um montão de coisas, mas se tu tivesse avisado eu taria tranquilo por que teria dito.. ó, vai pela calçada, não demorem, atravessem na faixa de pedestre... Sempre há risco mas minha consciência taria limpa por que eu ia saber onde tu tá. - daddy tinha total razão por que além dele ser meu namorado, pode muito dizer oque pensa e sei que meu pai vai dizer o mesmo.
É o insistindo de adulto e p******o e daddy tem razão sobre tudo.
- me desculpa. - olhei pra baixo novamente, minha consciência tava pesada por que eu sabia a partir do momento em que saímos do jardim que isso ia dar m***a. Inspirei fundo pra não deixar o ranho do choro escorrer pelo nariz e fez um barulho alto.
- essa viagem é pra vocês, pra se divertirem... Agora como que vou confiar quando vocês falarem "vou ali"... Não vou confiar. - olhei pra ele. - promete pra mim que não vai mais fazer isso... Pode sair quando quiser mas avisa, Maria sempre me avisa. - pegou meu rosto com as duas mãos. - avisa sempre um adulto! - concordei chorando. - me dá um abraço. - aquele abraço me fez chorar muito mais.
Daddy se sentou na cama comigo em seu colo e eu não parava de chorar, sentindo seus carinhos e ouvindo sua voz desapontada dizendo que só ficou preocupado.
E demoramos, não fomos rapidinho. O mercado tava cheio por ser fim de ano eu acho.
Poderíamos ter sido atropelados mesmo. Poderia morrer da forma mais i****a e daddy ficaria assim "???", Por que arrecem estávamos em casa e alguém liga dizendo que morremos.
Ele tinha razão.
Após muito tempo abraçada a ele, daddy disse que não tava bravo comigo e que ainda teria a viagem, mas que agora eu teria que descer e pedir desculpas por ter deixado todo mundo preocupado.
Só faltava eu por que lá em baixo ouvi Malu pedir desculpas e percebi que ela foi a última entre os três. Mas pedi e ouvi do meu pai, Matheus e tia Cris xingamentos não pesados.
Foram mais "não faça mais isso", "avisa", "da próxima vez não vão sair mais".
O mais bravo era Matheus.
Depois Pri me abraçou e sussurrou que era normal adultos ficarem bravos, por que na hora do medo eles sentem múltiplas coisas e até podem chorar de desespero... Que foi o caso da Pri que chorava achando que tínhamos sido sequestrados.
Depois até Letícia disse "poderiam ter me chamado pra ir junto". E realmente, ela é adulta e tem mais responsabilidade do que Bia... Eu acho.
Caio foi o único que deu conselhos como "da próxima vez, diz assim pro tio, olha eu quero muito tal coisa do mercado, aí eu vou lá e compro, temos muitos carros, da pra ir um em cada carro".
Ele foi engraçado mas não ficou zangado.
A viajem continuou a ser planejada.
Tia Cris voltou a organizar as coisas que levariamos e daddy subiu comigo pro quarto pra arrumar, pra eu ficar longe do Pedro e perto dele.
Daddy disse que seria assim:
Tia Cris vai no carro com Caio, Letícia e Bia.
Eu e ele vamos com meu pai e Malu.
E Pedro vai com Priscila e Matheus.
Ele falou que assim ficávamos divididos.
Mas como era umas 11h, iríamos passar em algum lugar pro almoço e queríamos ir logo por que depois enche.
Daddy estava muito chateado e me ignorou o tempo todo quando eu puxava assunto, ele só falava "uhum" pra alguma pergunta minha.
Quem não morava com nós foi primeiro pra sua casa pegar suas coisas quando daddy subiu comigo pro quarto, ou seja, Caio, Letícia, Pri, Matheus, meu pai e Malu.
O resto ficou e tia Cris tava uma fera com Pedro.
"Não é a primeira vez que faz isso". Ela gritava e Pedro só sabia dizer "já sou bem grandinho pra ir ali no mercado".
Tia Cris não economizava nada e ficava gritando com ele e ele só falava "é só um mercado, é só um mercado".
Eu entendia sua preocupação mas entendia a raiva do Pedro por que depois de um tempo aquela raiva vai se tornar em tristeza e ele pode s*******r ou ficar muito triste e parar de amar sua mãe.
Mas erramos e acho que ele tem que entender que está errado e não discutir, igual eu fiz.
O negócio é como o daddy disse "querem sair? Podem! Mas avisem".
Não estavam bravos por que saímos e sim por que não avisamos que iríamos sair.
Talvez tia Cris estivesse daquele jeito por daddy ter dado muito trabalho pra ela.
Já Bia estava...
- agora toda vez que eu sair tu vai chamar a polícia dizendo que eu fui sequestrada? Ah para né mãe, eu tenho 19 anos e sei andar na rua. - Bia disse indo pro seu quarto com uma roupa que pegou na lavanderia e tia Cris foi atrás.
Os detalhes sórdidos eu não posso repetir nem em pensamento.
Ela apanhou por que ouvi Bia pedir pra ela parar e daddy disse pra eu tampar os ouvidos por que fiquei com medo e Pedrinho começou a rir... Daddy bateu na cabeça dele.
Bom, família né.
[...]
Estávamos no carro e eu estava olhando pela janela sentada atrás do banco do meu pai, que ia no banco do carona ao lado do daddy.
Ouvia eles conversar sobre mim, sobre Malu, sobre Bia e sobre Pedrinho.
Ainda no papo de antes e se quer saber? Estava muito chato!
JÁ ENTENDEMOS QUE ERRAMOS!
E por esse motivo quando daddy passou no posto de gasolina, ele disse não ao refrigerante, não aos salgadinhos e não as balinhas... Que eu tinha mas queria pra mais tarde e amanhã também.
Fiquei emburrada o trajeto todo até o próximo posto onde encontramos com Pri e contei tudo a ela. Ela disse "pra um adulto confiar em você de novo tem que ganhar a confiança dele novamente".
E foi oque tentei fazer.
Puxava assunto com daddy mas ele não tava nem aí, ficava falando e contando piadas mas ele realmente ficou bravo.
Ele sempre conversa, era óbvio que ficaria chateado.