O Encontro

707 Words
Depois daquele dia, Bruno e Patrícia trocaram algumas mensagens. Eles não haviam mais se encontrado e já havia passado uma semana. "Passo pra te buscar depois do seu trabalho", escreveu Bruno por mensagem. "Ok". As horas pareciam demorar em passar naquela tarde pouco movimentada na loja. Foi um dia de movimento fraco na loja onde Patrícia trabalha. — Tudo certo? — Ótimo. Bom trabalho. — O chefe de Bruno estava satisfeito com o trabalho dele. A confiança de Bruno era ao final do estágio ser contratado como consultor ambiental. Terminou seu horário, pegou o carro e foi rumo ao Brás. O trânsito fica caótico aos finais da tarde na capital paulista. É um dos piores trânsitos do mundo. — Oi. Cheguei. Bruno chegou à loja onde Patrícia trabalha. Uma pequena loja de utilidades. Ali estava ela atrás do balcão. Olhou para sua chefe e disse: — Tenho que ir. Até amanhã. — Até mais. — Boa tarde! Bruno olhou no pulso esquerdo o belo relógio de prata marcar 18:02 hrs. — Acho que já é noite. Patrícia riu. — Então, boa noite! — Boa noite, linda! A abraçou, beijando sua testa. — Estava no estágio? — Sim. Hoje foi um dia muito bom no estágio. — Ah, que bom. Fico feliz por você. Entraram no carro. O carro estava perfumado. Ao abrir a porta, de longe era possível sentir a fragrância amadeirada. — Pra onde vamos? — O quê? Como assim pra onde vamos?! — Patrícia riu. — Você vai me levar para a faculdade. — E se eu não quiser? — Ei. Como assim, se não quiser? Bruno deu uma risada. — Estou brincando com você. Chegaram em frente à faculdade onde Patrícia estuda. — Me liga, quando sair. — Está bem. Bruno foi ora casa. Ficou assistindo televisão até dar a hora de buscar Patrícia. O telefone tocou e ele saiu. — Mãe, estou indo ali e já volto. — Mas, de novo, filho? — Sim. É coisa rápida. Passou em frente a faculdade e lá estava ela esperando. Estava sozinha. Bruno buzinou. Patrícia caminhou em direção ao carro. Entrou no carro. — Oi. — E, aí? Como foram as aulas. — Boas. — Que bom. — Você está calada. — Uhum. Até esse momento Bruno não havia dado partida. Estavam parados dentro do carro, conversando. — O que foi? Por que está assim? — Levou a mão direita ao rosto dela, tentando tocá-la. Ela deu um safanão. — Por que está assim comigo? Não vou te fazer m*l. — É? E sua namorada sabe que estou aqui com você? — Como assim? Namorada? — Você sabe muito bem do que estou falando. — Não sei, não. Quem é minha namorada? — Geovana. — De onde você conhece minha ex? — Eu vi no seu i********:. — Espera aí. Agora estou entendendo. Você viu uma conta antiga minha que eu perdi o acesso. — Conta antiga? — Sim. Olha aí. Só postagem antiga. Patrícia pegou o celular e viu que as postagens eram do ano passado. — Tem razão. Desculpa. — Mas, por que isso tudo? E se eu tivesse namorada? — Não sei. Seria estranho andar com um homem comprometido. — Mas eu não sou comprometido. — Então está bem. Bruno deu partida. Depois de alguns minutos, parou numa rua deserta e tranquila. Se ouvia somente o som do chacoalhar das árvores e dos grilos. — Ei, que lugar é este? Me leva pra casa. — Calma. Puxou-a e deu um beijo nela. Um minuto depois, respiraram fundo e se beijaram mais. — Que boca gostosa! — É? Quando perceberam já estavam no banco de trás do carro. Beijos mais quentes, corpos colados. Não demoraram ali. Quarenta minutos depois, se vestiram novamente. Rostos com expressão de satisfação, corpos suados. — Por que me trouxe aqui? — Eu costumo vir aqui quando quero relaxar. — E está mais relaxado agora? — Patrícia o abraçou por trás, repousando suas mãos sobre os ombros dele. Viram as estrelas no céu e os vagalumes que apareciam e sumiam constantemente. Entraram no carro novamente e partiram rumo à casa dela. Ai chegar, se despediram com um beijo. — Te vejo amanhã? — Claro. — Boa noite! — Boa noite!
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