CONHECENDO HELENA BELLUCCI

961 Words
CAPÍTULO 1 Autor narrando Helena Bellucci nasceu em berço de ouro, filha única de um Dom da máfia conhecido por sua crueldade e impiedade. Lorenzo Bellucci — Don da Cosa Divina. Após perder a esposa por uma doença nos pulmões, Lorenzo decidiu internar a filha num colégio exclusivo, de onde ela só sairia no dia em que completasse dezoito anos. E assim foi. Helena está prestes a completar dezoito anos. Espera ansiosa pelo pai, que só a visita uma vez por ano, sempre em seu aniversário. Faltam apenas dois dias para que ela finalmente deixe o internato e volte para casa. Ela sabe que o destino de todas as meninas ali é o mesmo: serem prometidas em casamento às famílias mafiosas. Naquele internato, elas aprendem etiqueta, culinária, a cuidar de crianças e, principalmente, a serem submissas. Aprendem que o casamento não é sobre amor, mas sobre alianças, herdeiros e obediência. Sabem que seus futuros maridos dificilmente serão carinhosos. Mesmo casados com boas moças, eles frequentam casas noturnas e locais discretos, exclusivos para homens da máfia. Lá, buscam mulheres experientes, que saibam exatamente o que eles querem. As esposas, em casa, são tratadas com frieza. Muitos deles levam as amantes para morar sob o mesmo teto. Em algumas famílias isso é proibido, mas na máfia russa não. A primeira noite é apenas uma formalidade, uma “prova de sangue”. Depois, muitos desaparecem por dias, se dedicando às mulheres que oferecem prazer... apenas prazer. Helena conversa com sua melhor amiga, Lívia — filha do capo da máfia Cosa Nostra, aliada do clã Bellucci. — Amiga... daqui a três dias eu vou embora daqui. — suspira Helena. — Não sei se vou gostar de estar em casa... Tomara que meu pai demore pra arrumar um casamento pra mim. — Eu já estou comprometida com o futuro Don da máfia Collossi, dos Estados Unidos — responde Lívia. — Daqui a três meses faço dezoito anos e já vou sair direto pra lá... pro casamento. Meu noivo tem 27 anos. É lindo, mas... nem fez questão de me conhecer. — É, amiga... estamos perdidas. Não só eu e você. Todas aqui já estão prometidas. — Espero que o meu futuro marido, ao menos, seja novo — suspira Helena. Os três dias passaram rápido demais. Na manhã esperada, Helena já estava diante dos portões enormes, ao lado de uma supervisora. Um carro preto imponente, com vidros escuros, esperava do lado de fora. Ela estava radiante. Ia ver o pai. Quando a porta se abriu, quem desceu não foi Lorenzo — mas sim Jertrudes, a governanta, e três seguranças que saíram de um segundo carro. O motorista, Luigi, a aguardava. Jertrudes era uma mulher elegante, que cuidava da mansão Bellucci desde o nascimento de Helena. Quando a menina tinha apenas seis anos, passou a chamá-la de “mãe”. Era a única figura feminina de referência em sua vida. Muitas vezes, durante a madrugada, Helena acordava assustada com barulhos vindos do quarto do pai. E muitas dessas vezes via Jertrudes saindo de lá apenas de camisola. Hoje, Helena entende o que ela fazia naquele quarto. A despedida da supervisora foi fria, com um olhar triste — como se algo estivesse para acontecer. O pai não veio. Luigi sorriu com gentileza: — Seja bem-vinda, menina Helena. A governanta se aproximou, mas o abraço foi falso, com um leve deboche no olhar. Helena se afastou e entrou no carro. Dois seguranças seguiram no veículo de trás, o terceiro sentou-se no banco da frente ao lado de Luigi. Antes de fechar a porta, Helena notou o olhar cobiçoso que o segurança lançou sobre ela — e a forma como Jertrudes o repreendeu com os olhos. O trajeto foi silencioso. Helena não perguntou pelo pai. Foram três horas de viagem até a mansão Bellucci. Ao chegarem, os empregados pegaram suas malas e as levaram para dentro. No corredor principal, Helena procurou pelo pai, mas Jertrudes foi direta: — Seu pai está em viagem. Foi à Rússia tratar de negócios. Helena percebeu os olhares estranhos ao redor. Algo estava errado. Havia pena nos olhos dos funcionários. Ela subiu as escadas, foi até seu quarto, tomou banho, desceu para o almoço e depois caminhou até o jardim... onde novamente flagrou o segurança a observando de forma perturbadora. Jertrudes apareceu mais uma vez, repreendendo-o com frieza. — Quantos dias meu pai vai ficar na Rússia? — perguntou Helena. A governanta a olhou com desdém: — Ele volta em uma semana. Vamos preparar um banquete para o seu aniversário de dezoito anos. Algumas pessoas do clã virão também... e os conselheiros. Helena encarou Jertrudes. Sentiu que ela escondia algo. Respondeu sem entusiasmo: — Estou cansada... Vou deitar. Se meu pai ligar, avise que vou ao centro de Parma amanhã, comprar um celular novo, ok? No dia seguinte, Helena saiu acompanhada do motorista e dos seguranças. Foram ao shopping. Na loja de celulares, algumas pessoas saíram correndo. Ela não entendeu por quê. Descobriu logo que os seguranças haviam mandado todos saírem. Voltaram para casa. Havia movimentação no jardim. Helena estranhou, mas, mais uma vez, se calou. Ela não sabe o que está prestes a acontecer. Mas uma coisa é certa: sua vida vai mudar para sempre Esse primeiro capítulo e apenas uma degustação do que esta por vir. Leia e comente o que estão achando desse inicio de livro. O lançamento será em breve comente. Curta . Estou com um grupo de wattsapp quem quiser pode me chamar pra participar das resenhas dos livros. ( 21 99514-7003) Atenção meus leitores esse livro contem senas de sexo violência que pode se tornar algum gatilho para pessoas sensíveis . Quem não gosta de senas de violência, favor não Continuar lendo. Agradeço pela atenção . Autora s.w.souza
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