- Capítulo 2 -

2832 Words
LUKE O perfume dela ficou na minha camisa e ainda sentia minhas mãos quererem segurar e explorar cada parte daquele corpo pecaminoso, Amélia era diferente das outras mulheres com quem já estive ela era determinada, tinha resposta na ponta da língua e era arredia em alguns aspectos e eu não posso negar que sempre adorei um desafio e sempre consegui tudo que eu queria e que me propunha a fazer, tirei os sapatos e fui em direção ao banheiro depois de um banho demorado saio secando os cabelos quando recebo a ligação do meu pai. - Oi pai, aconteceu algo ? - Sim, estou farto dos seus irmãos fazendo merda por aí, principalmente Yohan, estou mandando os dois para ir morar com você! - Porra, só era o que me faltava. - Eu não sou babá desses dois bastardos, já tenho problemas demais na sua empresa pra ficar lidando com duas crianças! - Não me interessa o que você tem ou não, a decisão já está tomada e você é o mais velho é obrigação sua cuidar dos seus irmãos e fazer deles o que eu fiz de você, entendeu Luke ? - Sim pai, como você quiser! Desliguei o telefone e o joguei na cama com raiva, nunca fui muito próximo dos meus irmãos devido estar sempre interligado com os problemas da empresa e assumindo a responsabilidade que seria passada para Damian, mas ao contrário de mim meus irmãos decidiram viver suas próprias vidas sem toda sobrecarga que nosso sobrenome carrega, Damian era o irmão do meio ele viajava o mundo com sua banda de fundo de quintal enquanto Yohan o caçula da família era publicitário e tomava conta do marketing dentre outras coisas relacionada a imagem da empresa, somos uma das maiores empresas de contabilidade esse ramo foi passado de geração por geração fora algumas grandes fazendas que temos localizadas na Colômbia e até mesmo algumas no Brasil. Depois de saber da brilhante ideia que meu pai teve peço a Margot que limpe os quartos de hóspedes e deixe tudo da maneira que os dois imbecis gostavam, já passava das 12:00 horas quando recebo a ligação de Javier e conversamos sobre o acontecido da boate. - Já está com saudades princesa ? - Dou um sorriso irônico. - - Vá se foder Garanhão, já foi dar boas vindas a sua nova vizinha ? - Ele sorriu debochando - - Depois de ser mandado embora ? Mas fácil ela jogar água quente nos meus ouvidos, Teimosa do jeito que ela é! - Ele gargalhou. - - Não acho que a boneca seja tão má assim, apesar de que ela tem uma cara de que faria isso sorrindo e batendo palmas! - - Pare de chamar ela de boneca seu miserável, ou eu mostro pra você quem é a boneca Rambo do Paraguai! - - Pra que tanto ciúmes Jones ? Lia já tem meu número! - Ele sorriu malicioso. - - Seu bastardo miserável você sabe bem que o nome dela é Amélia, só não soco sua cara porque você não está na minha frente! - Pare de ser um cachorro mijando no poste, eu sei muito bem que você se interessou por ela, Se você não for chamar aquele anjo pra sair e acabar com você de quatro por ela, eu mesmo faço isso, meu número ela já tem! - Ele gargalhou. - - Desde quando lhe pedi conselhos amorosos projeto de Don Ruan ? Você sabe que não me apaixono Javier! - Puta que pariu, de novo a mesma ladainha, da um tempo Luke quantas vezes vou ter que falar que você não é o seu pai, Amélia não é sua mãe! - Não tenho mãe Javier, Elizabeth perdeu esse título quando foi embora e você não sabe se Amélia é ou não igual a ela, e eu não estou disposto a querer saber, Preciso desligar! - Tudo bem, mas pense bem, você pode estar deixando a mulher da sua vida escapar simplesmente por ser um bundão, e eu vou adorar consolar ela! - - Vá se foder seu bosta! - - Se cuide irmão, Pense bem! - Não prometo nada, Até mais! Desligo o telefone e decido dar uma volta pela praia e ver o por do sol coisa que ha muito tempo perdi o hábito de fazer pois me trazia lembranças de Elizabeth e toda dor que ela havia causado a nossa família, sigo em direção a uma praia basicamente deserta onde gostava de caminhar e colocar a cabeça no lugar, desço do carro e pego uma toalha indo em direção à praia, dou um mergulho e volto indo me sentar na areia quando vejo Amélia dançando como se flutuasse, fico extasiado com a forma que ela fazia os movimentos com uma leveza e segurança impecável a beleza de Amélia me atraía e não digo beleza física mas na simplicidade que ela tem e na maneira como sorria, como caminhava e até quando ficava envergonhada e cruzava os dedos olhando pro nada. Me aproximo mais um pouco e me sento na areia olhando cada movimento que ela fazia, sempre fui muito observador e percebi que Amélia estava com os olhos marejados como se aquela fosse uma forma de colocar os sentimentos pra fora, eu não sou uma das melhores pessoas e nem a mais indicada pra falar de sentimentos pois nunca soube o que era mesmo amar alguém e nunca tive um exemplo vivo de amor verdadeiro, fico ali apenas parado observando a arte em forma de vida até que ela percebe a minha presença e se assusta quase caindo na areia. - Peguei - Seguro ela nos braços mas nós dois caímos sorrindo. - acho que não peguei forte o suficiente. - Te faltou força garanhão - Ela sorri levantando de cima de mim - Estava me bisbilhotando ou me seguindo ? - Nenhum dos dois boneca, eu estava saindo da água quando vi você dançando e me aproximei apenas para ver o show - Levanto limpando o short - Olha que eu cobro - Ela gargalhou e vi uma covinha do lado esquerdo da bochecha dela - Bom, já deu minha hora, até depois garanhão! - Por impulso puxei seu braço. - Fica! - Minha voz saiu mais grossa do que eu queria - Por favor, aceita tomar um café comigo ? - Café é muito formal e não estamos em um escritório, que tal você relaxar e a gente tomar uma água de coco enquanto vê esse por do sol? - Completamente diferente de algo que eu faria em outros dias como esse - Me sentei ao lado dela com os pés na água. - Você é sempre assim ? - Ela me olhou e sorriu irônica. - - Assim como ? - Sempre formal, parece que não pode errar nem sair da linha uma única vez, só relaxa garanhão - Ela piscou e deu um tapinha no meu ombro. - Basicamente sim, e você sempre é assim ? Toda paz e amor ? - Na maioria das vezes sim, eu precisei ser assim - senti sua voz ficar trêmula e vi ela limpar os olhos. - Isso é bom, mas as vezes as pessoas podem usar da sua bondade pra tentarem te machucar, meu pai sempre dizia que não devemos mostrar fraqueza diante de um inimigo! - Seu pai é algum ditador ? - Gargalhei e revirei os olhos. - Até que ele tenta as vezes, e você ? Veio de onde ? - Nova York, meus pais ficaram lá e eu vim em busca dos meus próprios sonhos, e você? - - Londres, Admiro sua coragem Amélia! Depois de uma caminhada longa pelo calçadão e de saber que a fruta preferida dela era abacaxi me ofereci pra levá-la até em casa, já estava tarde e eu queria passar mais tempo olhando aqueles belos olhos, Amélia tinha algo que mexia comigo como nunca havia sentido antes e eu não estava acostumado com tudo isso e embora quisesse ou tentasse reprimir meu desejo por ela eu falhava a cada vez que ela sorria, ao chegar na frente da casa dela desço do carro e abro a porta esperando ela pegar seus pertences e fecho a porta do carro, sou pego de surpresa quando sinto suas mãos em volta dos meus ombros e a envolvo em um abraço, por impulso do meu corpo misturado com o meu desejo eu toco seus lábios e porra é a coisa mais doce e macia que já provei, seguro firme em sua cintura enquanto as mãos dela puxam os cabelos da minha nuca. Solto Amélia com a respiração ainda entrecortada e ofegante, meu corpo inteiro trava e fico apenas a observando enquanto ela arruma os cabelos, seu rosto está vermelho e ela tem sinais claros de que está envergonhada. - Bom, Obrigada pelo passeio e pela conversa - Ela sorri sem graça e pega as chaves. - Sem problemas, a senhorita está entregue e é melhor entrar até porque já está tarde! - Até tento deixar de ser controlador, mas é mais forte que eu. - - Que nada garanhão, ainda vou esperar alguns amigos para um vinho - Ela sorriu animada e meu humor mudou na mesma velocidade. - Amigos ? Isso lá são horas de receber amigos Amélia, ou é algum projeto de namorado ? - Sorri irônico. - Primeiro que não está estipulado horários para receber amigos até porque se você tivesse algum além do Rambo saberia disso, e segundo que eu não tenho tempo pra " namorados " Luke! - Sorri em tom de deboche - Eu não preciso de muitas pessoas ao meu lado Amélia, Acho melhor eu ir! - Pelo que eu vejo você não precisa de ninguém além do próprio umbigo, é melhor você ir mesmo! Sai sem dizer mais nenhuma palavra e aquilo me deixava fervendo, ela sempre tinha resposta pra qualquer argumento possível e isso me deixava extremamente irritado e ainda mais fascinado nessa Diaba, vi pelo retrovisor quando um carro parou em frente a casa dela e vi um inseto a abraçando e como eu quis quebrar aquelas mãozinhas quando vi ele bater na bunda dela, essa mulher iria acabar comigo. AMÉLIA Depois de um passeio e daquele beijo inesperado entrei em casa acompanhada de Antony, depois de receber sua ligação basicamente chorando pra tomarmos um vinho e falar mal dos possíveis mil namorados que ele já teve ou tem, Antony e eu trabalharíamos na mesma empresa e havíamos nos conhecido no dia da viagem para cá, Flora como sempre estava apenas no seu bom suco natural eu sinceramente não sei como viramos melhores amigas, ela é tão doce e delicada e eu sou o oposto de tudo que ela é e talvez seja por isso que nossa energia bateu logo de cara, Pegamos duas garrafas de vinho e uma tábua de frios enquanto Tony colocava suas músicas para animar o ambiente. - E então Lia, quem era o bonitão que vi você beijando ? - Rato sorrateiro, quis jogar o vinho na cara dele. - Você não deixa escapar nada né Antony ? - Dei o dedo do meio pra ele e sorri quando ele jogou a almofada em mim. - - Que bonitão Lia ? Não vai me dizer que foi aquele gostosão da boate ? - As duas rachas vão me dizer de quem se trata ? Ou vão me deixar no escuro ? - O nome dele é Luke, o homem é um gostoso de cima abaixo mas o que tem de gostoso tem de insuportável, E sim nós nos beijamos! - Mordi os lábios lembrando do beijo dele. - Me conta isso agora Lia, como foi ? Ele tem pegada ? - Pra uma virgem você tá bem safadinha viu Flora - Sorrio bebendo um gole de vinho - - Eu sou curiosa, desembucha! - Eu tava na praia tentando relaxar um pouco quando vi ele lá, ele tava parado me olhando e eu me assustei e acabei caindo, ele me chamou pra dar uma volta e tomamos uma água de coco enquanto víamos o por do sol. - Que babado, quem visse de longe diria que vocês eram um casal apaixonado! - sorri do absurdo que Antony disse. - - Enfim, ele se ofereceu pra me trazer em casa e quando desci do carro eu simplesmente abracei ele e ele retribuiu e acabamos nos beijando! - Sorri envergonhada. - Meu Deus, primeiro que é estranho você abraçando alguém assim do nada, mas me conta, o beijo dele é bom ? - É surreal de bom, o cara tem uma pegada que fez meu corpo querer se esfregar nele até me cansar, e eu senti o pau dele se levantar como uma Rocha. - Gargalhei vendo Flora ficar vermelha. - Porque não aparece um assim pra mim ? Você é uma safada Amélia! - Nunca disse que não era! - Gargalhamos os três juntos. Depois de duas garrafas de vinho e muita cantoria decidimos descansar as cabecinhas, eu não sei se foi o efeito do álcool misturado com o desejo de ser tocada novamente por ele, mas estava subindo pelas paredes de tanto desejo daquelas mãos firmes me tocando em lugares nada apropriados, bebo uma última taça de vinho e me deito ouvindo apenas a melodia da música e pensando no ocorrido de mais cedo, Sinto minha boceta molhar apenas de pensar nos lábios de Luke me chupando de cima abaixo e começo a estimular meu clítoris enquanto aperto meus seios e me sinto cada vez mais molhada lembrando do gemido dele entre o beijo e de como ele segurava firme em minha cintura e eu sentia seu pau grande e grosso na minha perna, minha respiração começa a ficar cada vez mais pesada e minha cabeça roda pelo efeito do álcool, intensifico os movimentos dos meus dedos e explodo em um orgasmo intenso sem me tocar estava gemendo e chamando o nome dele. Duas semanas depois... LUKE Depois de algumas semanas recebo a ilustre chegada dos meus dois irmãos, Damian como sempre não havia mudado quase nada e Yohan continuava espalhafatoso e apesar de sermos totalmente diferentes eu estava feliz de tê-los por perto, nosso pai nunca foi próximo a nós desde que Elizabeth decidiu abandoná-lo e eu o vi na pior fase e tive que carregar tudo sozinho e a responsabilidade de cuidar dos meus irmãos enquanto meu pai tentava se reerguer e talvez seja por isso que tenho aversão ao amor, que nunca procurei ter filhos e uma família de comercial de margarina, a tarde descido entrar um pouco na piscina e aproveito para conversar com os dois idiotas e saber o motivo que fez Jones manda-los para cá. - Qual foi a merda que as duas crianças fizeram dessa vez ? - me sento secando os cabelos. - Jones cismou que quer que eu seja um protótipo seu, ele nunca aceitou o fato de que escolhi viver minha vida sem todo esse peso que ele sempre quis forçar a todos nós! - Meu irmão tinha qualidades incríveis e eu admirava isso nele, uma delas era a coragem. - - Ele quer que eu fique mais próximo da empresa devido a imagem, é só isso que importa pra ele! - Yohan era o mais distante do nosso pai, ele se culpava pelo que Elizabeth fez. - - Damian você já viveu as aventuras que queria, sua banda faz sucesso então não entendo porque cedeu aos caprichos dele, e você Yohan para com essa porra de sentimentalismo e se culpar pelo que ela fez, Jones nunca nos viu como filhos, ele nos vê como sucessores do sucesso dele! - Me admiro da sua coragem em dizer isso logo agora, na primeira oportunidade se tornou igual ele ou até pior! - O c*****o, eu tive que ser assim já que vocês dois escolheram ir viver a vida de vocês, eu tomei conta da porra toda desde que os dois eram crianças mimadas o que não mudou muita coisa! - Você sabe que logo mais ele vai querer que você dê netos a ele, já tem alguma candidata em mente ? - Yohan sorriu irônico - - Luke se apaixonar ? Mais fácil nosso pai colher café com os pés - Sorri revirando os olhos. - - Eu não pretendo dar continuidade na linhagem dele, não quero ter dor de cabeça em encontrar outro protótipo daquela mulher! - Me levantei indo em direção ao meu quarto. - Em partes Damian tinha razão, eu não iria e não queria me apaixonar mas algo dentro de mim tinha começado a mudar desde que encontrei Amélia, eu não conseguia tirar nosso beijo da cabeça e o gosto dos lábios dela o toque suave nos meus cabelos, eu me questionava se não era apenas desejo, desejo do corpo dela e de tudo que poderia fazer com aquela mulher e só de pensar eu já sentia meus nervos fervendo.
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