Décimo Terceiro Capítulo

1672 Words
Acordo e olho para a mulher deitada ao meu lado, a pele delicada, os detalhes parecidos que foram feitos a mão, a respiração regular, olhos fechados então eu não poderia ver os castanhos pelos quais estou...me apaixonando. Na verdade eu estou me apaixonando por essa mulher, não só pelos olhos dela, meloso, eu sei, essa mulher é a melhor coisa que ja me ocorreu, mas o meu maior erro. Acabo lembrando de uma música do The 1975, quando pego meu celular, sinto ela se mexer ao meu lado, se aproximando e me abraçando mais, coloco a música no meu aplicativo do Spotify (N/A: Spotify me patrocina, por favor, nunca te pedi nada). O inicio é com um violão calmo, os acordes baixinhos e leves. Be my mistake Seja meu erro Os olhos de Camila abrem devagarinho. Then turn out the light E então apague a luz She bought me those jeans Ela me comprou aqueles jeans The ones you like Os que você gosta Olho para a bela mulher me olhando com aqueles olhos baixinhos por acabar de acordar, começo a cantar com a música. I don't wanna hug Eu não quero abraçar I just wanna sleep Eu só quero dormir The smell of your hair O cheiro do seu cabelo Reminds me of her feet Me lembra dos pés dela Subo minha mão até o rosto dela e começo a desenhar linhas com o dedo, de uma sobrancelha a outra, pelo nariz dela, nas bochechas, nos lábios, enquanto continuo a cantar a música. So, don't wait outside my hotel room Então, não espere fora do meu quarto de hotel Just wait till I give you a sign Apenas espere até eu te dar um sinal 'Cause I get lonesome sometimes Porque às vezes eu fico solitário Ela pisca devagarinho, enquanto meus olhos começam a encher de lágrimas e ardem um pouco, minha voz começa a falhar. Save all the jokes you're gonna make Guarde todas as piadas que você vai fazer Toco a pontinha do nariz dela. While I see how much drink I can take Enquanto eu vejo quanta bebida eu posso aguentar Then be my mistake Então seja meu erro Ela sorri sem mostrar os dentes, lembro bem dela fazendo piadinhas na viagem, eu rindo por causa da piada b***a. I shouldn't have called Eu não deveria ter ligado 'Cause we shouldn't speak Porque não deveríamos conversar You do make me hard Você me deixa com tesão But she makes me weak Mas ela me deixa fraco Ela ja deveria ter notado que não era uma parte romântica, já que seu rosto se contorceu em confusão e ela levantou devagar ainda mantendo o contato visual, então cantei o refrão da música novamente e sentei na cama com minhas costas na cabeceira, paro a música no aplicativo que voltava a repetir e olho para ela. – Eu...tenho uma parte do passado que não consigo superar totalmente, eu sei que é mais difícil conviver com alguém assim e... – Hey! Tudo bem. Olho pra ela, ela senta em meu colo e leva as mãos ao meu rosto, olho dentro dos olhos dela, como se pudesse ver a alma dela. – Não quero que com você seja só sexo...eu queria avançar, mas acho que eu me machucaria tanto quanto eu me machuquei com a Lizza... – Nós podemos usar a tática de nos conhecermos melhor antes de entrar em um relacionamento. Concordo e desvio o olhar. – Sim, ela me comprou aquele jeans branco que você diz ficar sexy em mim. – Uhum, que deixa evidente o seu volume, eu realmente adoro ele em seu corpo. Sorrio sem olhar para ela, mas logo sinto a mão dela vir ao meu rosto e virar para me olhar nos olhos. – Eu sei que deve ser h******l, mas eu não te contei antes...ela me ligou naquele dia que eu sai para jantar, eu disse que foi com a mani, mas na verdade era com ela, ela me chamou, pediu para conversarmos e foi amigável e então quando estavamos saindo ela me beijou... Desvio o olhar eu realmente não queria ver a expressão dela mudar, eu ja ouvia o som do meu coração quebrando, não por ter beijado Lizza, mas por sentir que estava traindo Camila. – E então...? Ela me incentiva a continuar. – E então eu cedi, como se o passado não existisse, como se ela nunca tivesse feito algo comigo e parecia a minha antiga Lizza ali comigo, como se tivéssemos voltado a alguns anos atrás. Fecho os olhos. – Quando beijo você...eu sinto t***o, mas quando eu beijo ela...eu me sinto fraca, sem forças pra lutar. Ela sai de cima de mim e leva as mãos ao rosto. – Então eu sou o seu erro? É isso? A olho sentindo tudo em mim doer. – Eu ouvi uma pessoa dizer um dia...O amor é a pior das tragédias, e eu nunca mais esqueci, mas foi quando eu te toquei e tive um pequeno dejavu, como se eu ja tivesse tocado você, como se eu ja tivesse te beijado, então quando fui te conhecendo, eu comecei a me apaixonar por você. – Isso ainda não responde a minha pergunta, Lauren! Ela fala abafado por causa das mãos no rosto. – Camila...você é o meu maior erro. – E você é uma b****a! S-sai daqui! Ela se altera vindo para cima de mim e distribuindo tapas. – Calma...Camz... ai, ta doendo. Ela me da um t**a estalado na cara e levanta da cama indo para o banheiro, fecho os olhos e respiro fundo, eu não conseguiria falar com ela enquanto ela estivesse assim. (...) E assim seguiram 15 dias, Camila não falava comigo, me evitava de todas as formas e quando eu ia na casa dela, Tia Sinu fazia questão de me dizer que não me queria lá e que eu fosse ver se ela tava na esquina. (...) Mais 15 dias, e ja estava completando um mês, desde o 15° dia, eu não pisei mais na casa de Camila, ja não saía tanto de casa, mama brigava comigo por não comer direito, mas como eu morava sozinha...o que eu poderia fazer se eu estava m*l? Mani havia se mudado para Miami novamente e tentava me tirar de casa todo dia, mas nunca conseguia, hoje ela resolveu que iria me tirar de casa de qualquer forma. Escuto a campainha tocar e levanto sem ânimo algum, estava vestida em uma calça moletom e uma blusa de banda, abro a porta e ela meio que se "assusta" com meu estado, vejo que Dinah esta ao lado dela e faz uma cara de nojo. Eu poderia estar qualquer coisa, menos fedorenta, os banhos eu mantinha regularmente. – Cruz credo Lauren! Você anotou a placa? Faço cara de confusa e resmungo um "que?" – Do caminhão que te atropelou, minha filha! Fecho meus olhos e abro, começo a rir. – A Camila que estava dirigindo pode prender ela. As duas se entreolham e entram no meu apartamento, me empurram até o sofá e Mani fica perto de mim, acariciando meus cabelos. – Tenhos uma má notícia pra te dar, se quiser gritar, espernear, esmurrar a parede, você pode, mas primeiro ouça. Dinah faz um barulho com a garganta e olha pra mim. – A Camila... está seguindo em frente, Laur, ela está...com outra pessoa. Sinto meu coração apertar forte e uma vontade de chorar e gritar, me sacudir por dentro, calafrios me fazem tremer levemente, Dinah me mostra um vídeo dos dois se beijando, pareciam dois peixes, Camila não beijava daquele jeito. Sinto vontade de vomitar e corro para o banheiro colocando todo meu café da manhã pra fora, sinto mãos segurando meu cabelo e o som da risada de camila sair nos auto falantes do celular, minhas lágrimas começaram a descer, meus olhos estavam embaçados, e praticamente viraram rios depois da voz de camila pronunciar um "Amor". – Oh meu deus, ela chamou ele de amor? – Talvez. Mani me ajuda a levantar e eu limpo a boca. – Eu não tô bem. Falo abraçando Mani, ela acaricia minhas costas. – Se você ver ela...finja ser legal ela estar seguindo em frente. Ela pede calmamente, me afasto e saio apressada para o quarto, me jogo na cama e fico em posição fetal. Eu não conseguiria. – Eu sei que dói, dói bastante, mas eu não estou aqui pra te deixar sofrendo. Ela senta ao meu lado e passa a mão em meu cabelo. – Vamos assistir alguns filmes? Enxugo minhas lágrimas e levanto da cama assentindo, enquanto assistiamos aos filmes, minha cabeça não parava de voltar ao maldito vídeo. – Laur? Dinah me chama buscando pelo meu olhar, olho para ela. – Sim, Dinah? – Vamos a uma festa na casa da Ally? – Ta louca? Provavelmente ela vai chamar a Camila! – Não vai. – Vai sim. – Não vai Lauren, para de ser chata, é o aniversário da bolinho. Olho para o chão, eu não iria perder o aniversário dela, não é? Mani me olhou esperançosa. – Okay. Mani foi até o carro buscar as roupas delas e começamos a nós arrumar, estava tudo em paz quando dinah resolve que queria ver meu p*u. – Não dinah, pirou de vez? Comento me afastando. – Vai branquela, é só você baixar a box. Ela pede com carinha de abandono, bufo irritada, como ela insistiria nisso, baixo a box e fecho os olhos. – Jesus Cristo! Abro meus olhos assustada e coloco a box no lugar, não era dinah que tinha falado, mani estava entrando no closet, ela se impressionou. – Lauren, que isso, que pouca vergonha! – Foi a dinah. Falo apontando para a girafa albina ou cosplay de Beyoncé. – Dinah! Eu ja falei para parar com isso! Aliás, Lauren desde de quando você cresceu tanto? Me viro e vou escolhendo minha roupa. – Ai mani, todos passamos pela adolescência né? Todos temos hormônios que fazem crescer p****s e... genitália. Dou de ombros.
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