Capítulo 1

1616 Words
Estella estava desfrutando de um dia de folga com sua filha Laura quando recebeu um chamado para ir para o departamento. Ela ficou triste, mas infelizmente teve que obedecer. — O que foi, mamãe? Por que ficou com essa cara agora? — Sua filha Laura perguntou, notando a mudança de humor da mãe depois que atendeu a ligação. — Eu sinto muito, querida. Hoje era para ser um dia especial, como sempre fazemos, mas infelizmente o chefe ligou pedindo para eu ir até o departamento. Me desculpa por isso, meu bem. — Tudo bem, mamãe. Não precisa ficar assim. Eu entendo que é o seu trabalho. Posso ficar na casa do tio Lucas? — Laura falou com um grande sorriso no rosto, fazendo Estella ficar muito contente por ter uma filha tão compreensiva como a sua. — Claro, deixo sim. — EBA! — Ela gritou feliz e recolhemos as coisas que estávamos mexendo no jardim e entramos dentro de casa. Laura foi para o seu quarto fazer sua mochila e Estella foi para o seu para se preparar para ir para o trabalho. Como uma boa detetive, ela colocou um conjunto de terno feminino social e a sua arma no coldre da cintura, prendeu o cabelo em um r**o de cavalo e depois de tudo pronto ela desceu para a sala. Enquanto esperava a filha descer, aproveitou para ligar para seu irmão Lucas. — Fala, Estelinha. O que devo à honra da sua ligação? Já que você só fala comigo mesmo quando precisa. — Ela ouviu o irmão falar e acabou sorrindo por imaginar ele revirando os olhos. — Não coloque palavras na minha boca. — Eu só queria saber se Laura pode passar o dia na sua casa. Tive que ser chamada para o departamento e não queria deixá-la sozinha em casa. — Claro que sim! Estou feliz em cuidar da minha sobrinha favorita. Ela já está a caminho? — Ainda não, estamos nos preparando. Mas em breve estaremos aí. — Ótimo! Estarei esperando por vocês. E não se preocupe, Laura estará em boas mãos. Estella agradeceu ao irmão e desligou o telefone, sentindo-se aliviada por ter uma rede de apoio confiável. — Mamãe, já estou pronta.— Laura fala descendo as escadas e chega até sua mãe — Então vamos. As duas saem de casa e entram no carro, Estella dirige até a casa do seu irmão e no caminho até lá elas vão conversando sobre o que poderiam fazer juntas no final de semana para compensar o dia interrompido hoje. Estella é uma mulher de 28 anos, ela é mãe solo perdeu seu grande amor em um confronto com a polícia, o pai de Laura era um policial, desde então ela passou a se dedicar apenas ao seu trabalho e dia filha, sempre faz de tudo para vê la feliz e gostar muito de aproveitar os finais de semana e seus dias de folga para compensar a ausência durante a semana. — Podemos ir no parque de diversões mamãe, eu quero tomar sorvete e dar comida para os patos. — Claro querida, é uma ótima escolha, agente vai sim — Obrigada mamãe.— Laura fala com um sorriso que é retribuído por sua mãe. Ao chegarem à casa de Lucas, foram calorosamente recebidas e Laura logo se envolveu em uma brincadeira com seu primo mais novo Gabriel. Estella agradeceu ao irmão mais uma vez pela ajuda e partiu para o trabalho, com o coração mais leve sabendo que sua filha estava em boas mãos, ela partiu para o departamento e chegando lá ela vai até a sala do seu chefe Otaviano onde é recebida com um sorriso grande, pois Estella era considerada a melhor detetive do país. — Obrigado Estella por ter vindo mesmo no seu dia de folga. — Depois você me recompensa, mas o que aconteceu vi que o movimento hoje está grande aqui — Pois é, a polícia recebeu um chamado hoje pela manhã falando sobre um corpo que encontraram em uma caçamba de lixo e quando chegaram lá perceberam que se tratava de um homicídio. — Você já está com o relatório aí da polícia? Eu gostaria de dá uma olhada —Sim, aqui está.— Ele entrega a pasta para Estella que pega e começa a lê tudo atentamente. No relatório, ela notou que algumas fotos da vítima estavam caindo nos sacos de lixo. Observando as outras imagens, percebeu algo estranho: os pés da garota estavam descalços e sujos, como se tivesse corrido descalça. — Otaviano, olha essa foto. Parece que está faltando algo, não é? Havia algo aqui nesta poça de sangue— disse Estella, entregando a foto a Otaviano, que a examinou mais de perto e concordou com ela. —É verdade. — Vou dar uma olhada com o pessoal da perícia, vê se encontro mais alguma pista.— Fala ela entregando o relatório para Otaviano — Certo, faça isso mesmo, pois quero descobrir quem matou a garota, tenho a lembrança de que já vi ela em algum lugar, vou tentar localizar a família dela também enquanto não chega o resultado do exame de DNA. — Tá bom qualquer coisa me avise, agente vai descobri — Pode ter certeza que sim.— Ela fala e sai da sala de Otaviano e ao chegar no lado de fora ela encontra com Mateus, seu colega de equipe no carro. _ Você por aqui, Estella—, cumprimentou Mateus com um sorriso. — Sim, temos muito trabalho pela frente, o dia hoje vai ser cheio _, respondeu ela enquanto dirigiam. — OK, mas não entendo por que estão mexendo nesse caso, já que a garota parece não ter família, não sei porque o chefe está interessado nesse caso — comentou Mateus. — Não fale assim, Mateus. Os pais dela podem não saber ainda que ela morreu, e também acredito que esse homicídio esteja ligado a algo maior. Pelas fotos que vi, a garota estava com algo que não permaneceu na cena do crime sem contar que o Otaviano falou que acha que já viu essa garota em algum lugar, ele está aguardando o exame de DNA. — Me desculpe pelo o que falei , foi uma idiotice minha, mas o que será que pegaram? — É o que vamos descobrir.— Estella respondeu com um sorriso no rosto — Então, Estelinha, quando você vai me dar uma chance hum! Você sabe que sou afim de você a muito tempo né, até a Laurinha gosta de mim.— ele fala convencido — Esqueceu que estamos trabalhando? Não vamos misturar assuntos pessoais com o ambiente de trabalho. — Droga, você e suas regras— concordou Mateus. Eles chegaram ao laboratório de perícia, desceram do carro e entraram onde os dois foram recebidos pelos colegas de trabalho. Juntos, revisaram as evidências coletadas na cena do crime e discutiram possíveis pistas. Enquanto examinavam as fotos e os relatórios, Estella notou um padrão intrigante nas feridas da vítima. Ela chamou a atenção de Mateus para isso. — Olha só, Mateus. Repare nessas marcas nas costas da vítima. Parecem cortes consistentes, como se fossem feitos por algo afiado e preciso.— Mateus franziu a testa, concentrado. — É verdade. Pode ser uma pista importante. Decidiram compartilhar essa descoberta com o restante da equipe de perícia, esperando que isso os aproximasse de uma solução para o caso. Enquanto trabalhavam juntos, a parceria entre Estella e Mateus mostrava-se eficaz e profissional, apesar das brincadeiras ocasionalmente travessas de Mateus. Ao final do dia, com progresso feito e novas pistas em mãos, Estella e Mateus sabiam que estavam mais perto de desvendar o mistério por trás do homicídio, mesmo que isso significasse enfrentar desafios desconhecidos pela frente, Estella só desejava que esse caso terminasse logo. (...) Já se passava das dez horas da noite quando Otaviano recebeu o envelope onde continha o resultado do exame de DNA da garota, sentindo o peso da verdade que estava prestes a ser revelada. Ansioso ele rasgou o envelope e desdobrou o papel com cuidado, seus olhos percorrendo cada palavra com uma mistura de ansiedade e apreensão e Mateus mais Estella estavam lá também para saber o resultado. _ Nome da vítima: Bianca Torres.— ele leu em voz alta, sua mente começando a processar as informações. — Filha de Karol Torres..._ Sua respiração ficou presa por um momento, sua mente correndo para juntar as peças do quebra-cabeça. — Eu conheço essa mulher — Sério? — Sim, ela era babá na casa do presidente Jotta, ela é minha amiga, não nós vimos desde 18 anos, quando ela se mudou para Nova York, eu não sabia que a estava aqui, meu Deus ela deve estar desesperada sem notícias da filha — sentimos muito pela perda da sua amiga Otaviano, pode deixar que iremos encontrar Quem fez isso com ela, eu dou a minha palavra.— Estella falou e ele continuou lendo. — Não está escrito o nome do pai.— Um silêncio pesado pairou no ar, enquanto Otaviano absorvia o significado dessas palavras. Ele se viu confrontado com uma nova série de perguntas, a investigação tomando um rumo ainda mais complicado. — Será se ele não sabe sobre a garota? — Mateus pergunta — Ou ele não assumiu a bianca.— Otaviano fala — Precisamos falar com a Karol, só ela vai nos dá essas respostas que precisamos. Com o coração pesado, ele fechou os olhos por um momento, tentando processar a revelação chocante. Bianca Torres, sem nome de pai registrado... O que isso significava para o caso? E por que alguém teria escondido essa informação crucial? Essas perguntas ecoaram em sua mente, alimentando sua determinação de descobrir a verdade, não importa o quê.
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