Any olhou para Gegê com tanta raiva que, se pudesse, acabaria com ele ali mesmo. Eles comeram e beberam, ficaram uns vinte minutos quietos, até que ele começou a falar das pessoas sentadas ali, puxando assunto. Any acabou respondendo, e eles passaram mais de uma hora lá conversando e comendo, mas não falaram sobre a relação deles; conversaram sobre outras pessoas, filmes, qualquer coisa, menos sobre si. Any pediu para ir embora, e Gegê a levou para casa. Ele permaneceu em silêncio durante todo o caminho. Ele parou o carro perto da casa dela, como de costume. — Então é isso, né, tchau! — disse Any. — Se precisar de algo pode contar comigo! — respondeu ele, sem olhá-la. Any o olhou, sem acreditar. Ele a encarou e sorriu, parecendo chateado. Ela o abraçou, deu um beijinho e respirou fundo

