A quarta-feira começa muito bem. Acordo com o celular tocando na mesinha de cabeceira e levo um tempinho me espreguiçando antes de estender a mão e alcançar o objeto no escuro. A cortina fechada deixa impossível saber se já está tarde ou se ainda são cinco da manhã. Para mim parece que eu acabei de colocar a cabeça no travesseiro. — Alô — resmungo sem nem olhar quem é o desalmado me acordando tão cedo. — Oi — uma voz masculina desconhecida cumprimenta com um burburinho de vozes e risadas ao fundo, como se ele estivesse em um lugar movimentado. — Esse é o telefone da Natália? Sento mais aprumada na cama macia e preciso conter um bocejo imenso. — Sim, quem gostaria? O rapaz solta um suspiro aliviado. — Meu nome é Daniel. Sou um dos organizadores da calourada da FAAN — explica com a

